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Vereadora pressiona por CPI na Capital

Política
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Foto: Reprodução/Câmara de Vereadores de Florianópolis

Política

Vereadora pressiona por CPI na Capital

Durante o mês de julho, a vereadora Carla Ayres (PT), usou a tribuna para exigir mais transparência nos contratos firmados entre da Secretaria Municipal de Assistência Social

Durante o mês de julho, a vereadora Carla Ayres (PT) usou a tribuna da Câmara Municipal de Florianópolis para exigir mais transparência nos contratos firmados entre a Secretaria Municipal de Assistência Social e organizações da sociedade civil. As entidades contratadas são responsáveis por gerir serviços voltados à população em situação de rua, como a Passarela da Cidadania, o Centro Dia e o Restaurante Popular.

Carla, que é uma das autoras do pedido de abertura de uma CPI na Câmara, demonstrou preocupação com denúncias de corrupção envolvendo a pasta. Ela também criticou o retorno de Leandro Lima à administração da Passarela da Cidadania, após ter sido citado pelo Ministério Público de Contas por suposta omissão diante de irregularidades no local.

As investigações começaram com a Operação Pecados Capitais, deflagrada em dezembro de 2023, que revelou indícios de superfaturamento no serviço de lavanderia da Passarela, com cobranças até 200% acima do valor de mercado. Em janeiro de 2024, o Ministério Público recomendou que o contrato fosse mantido por até 180 dias, mas a Prefeitura, em maio, firmou um novo acordo com a Associação Alberto de Souza, sem processo de chamamento público.

A vereadora também questionou o aumento expressivo nos valores investidos pela Prefeitura em comparação com anos anteriores. Em 2018, o custo mensal por pessoa atendida era de R$ 566,98; no fim de 2023, esse valor saltou para R$ 2.498,91. Ela também apontou falhas na gestão do Restaurante Popular, fechado em fevereiro de 2025, sob justificativa de reformulação. No entanto, segundo ela, a maioria dos atendidos — pessoas em situação de rua — foi deixada sem assistência adequada.

Além disso, Carla denunciou falhas no contrato com o Instituto AMINC, que previa até 2 mil refeições diárias, embora a média real fosse de apenas 1.200. Diante de todas essas irregularidades, ela reforçou a necessidade urgente de instalar uma CPI para investigar os contratos da Secretaria de Assistência Social. O pedido já conta com cinco assinaturas, sendo necessárias pelo menos oito para que a Comissão Parlamentar de Inquérito seja aberta.

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