O levantamento recente sobre a estrutura ministerial do governo federal reacendeu o debate sobre a eficiência no uso de recursos públicos. Um dos destaques é o Ministério das Cidades, comandado por Jader Filho desde janeiro de 2023, cuja atuação chama atenção pelo orçamento robusto e pelo quadro de servidores, mas com pouca presença no noticiário e resultados considerados insuficientes.
De acordo com dados do Portal da Transparência, a pasta administra quase R$ 20 bilhões e conta com aproximadamente 400 servidores ativos. O órgão havia sido extinto em gestões anteriores e foi retomado no atual governo, com foco em programas habitacionais e iniciativas de infraestrutura urbana.
Segundo reportagem da Revista Oeste, outros dez ministérios apresentam características similares, combinando altos valores orçamentários e estruturas operacionais reduzidas. O infográfico associado ao levantamento reúne dados sobre orçamento e número de servidores de 11 pastas avaliadas como de baixa relevância prática no contexto da administração pública.
Foto: Divulgação/Revista OesteEntre os órgãos citados estão:
- Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
- Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social
- Ministério do Empreendedorismo e Pequenos Negócios
- Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
- Ministério da Igualdade Racial
- Ministério das Mulheres
- Ministério da Pesca e Aquicultura
- Ministério dos Povos Indígenas
- Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
- Ministério de Portos e Aeroportos
- Ministério das Cidades
Essas pastas, segundo os jornalistas Eliziário Goulart Rocha e Rachel Díaz, apresentam orçamentos expressivos, mas resultados que não acompanham a magnitude dos investimentos públicos.
No caso específico do Ministério das Cidades, os repórteres destacam que os principais programas — como o Minha Casa, Minha Vida, o Reforma Casa Brasil e iniciativas ligadas ao Novo PAC — convivem com desafios históricos. Entre eles estão falhas estruturais em empreendimentos, riscos de formação de áreas vulneráveis em conjuntos habitacionais e demora na execução de obras essenciais.
A análise aponta que, apesar dos anúncios frequentes, os resultados permanecem aquém do necessário para políticas urbanas eficazes e de longo prazo, que exigem continuidade, fiscalização e planejamento consistente.
O debate sobre a eficiência administrativa e a real necessidade de determinadas pastas continua a ganhar espaço, especialmente diante de um cenário de restrições fiscais e cobranças crescentes da sociedade por transparência e resultados concretos.
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