Nova faixa de isenção do IR entra em vigor e beneficia quem ganha até R$ 5 mil

Além da isenção total para rendimentos de até R$ 5 mil, a Receita Federal também instituiu um sistema de isenção parcial para salários de até R$ 7.350.

Eduardo Fogaça

Publicado em: 1 de janeiro de 2026

3 min.
Nova faixa de isenção do IR entra em vigor e beneficia quem ganha até R$ 5 mil. Foto: Divulgação

Nova faixa de isenção do IR entra em vigor e beneficia quem ganha até R$ 5 mil. Foto: Divulgação

A nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês entrou em vigor nesta quinta-feira, 1º de janeiro. A mudança foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro de 2025 e passa a valer para milhões de contribuintes em todo o país.

Além da isenção total para rendimentos de até R$ 5 mil, a Receita Federal também instituiu um sistema de isenção parcial para salários de até R$ 7.350. A medida amplia os descontos progressivos e reduz o impacto do imposto para a classe média, conforme previsto no texto aprovado pelo Congresso Nacional.

O que muda na prática

Até então, estavam isentos do IR apenas os trabalhadores que ganhavam até R$ 3.036. Acima desse valor, as alíquotas variavam de 7,5% a 22,5%, conforme a faixa salarial, chegando a 27,5% para rendas mais elevadas.

Com a nova regra, o governo federal amplia significativamente a base de isenção e cria descontos graduais, reduzindo o valor efetivamente pago por quem ganha acima de R$ 5 mil, mas abaixo de R$ 7.350.

Nova tabela de isenção do Imposto de Renda

Confira como ficou a nova estrutura aplicada pela Receita Federal:

  • Até R$ 5.000: isenção total
    Economia anual estimada: R$ 4.356,89
  • Até R$ 5.500: desconto de 75%
    Economia anual estimada: R$ 3.367,68
  • Até R$ 6.000: desconto de 50%
    Economia anual estimada: R$ 2.350,79
  • Até R$ 6.500: desconto de 25%
    Economia anual estimada: R$ 1.333,90
  • A partir de R$ 7.350: aplicação da alíquota cheia de 27,5%

Compensação fiscal e promessa de campanha

O relator do projeto, deputado Arthur Lira (PP-AL), argumentou que a tributação sobre altas rendas deve gerar arrecadação suficiente para compensar a ampliação dos benefícios, garantindo neutralidade fiscal à proposta.

A mudança na tabela do Imposto de Renda foi uma das principais promessas de campanha do presidente Lula e era considerada prioridade na agenda econômica do governo federal.


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