O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar desconforto entre aliados europeus ao menosprezar a reação da Otan às declarações em que defende a anexação da Groenlândia, território semiautônomo pertencente à Dinamarca. Para Trump, as críticas feitas por países europeus não alteram a posição estratégica dos Estados Unidos na região do Ártico.
“Rússia e China não têm nenhum medo da Otan sem os EUA, e duvido que a Otan estaria lá para nós se realmente precisássemos dela”, disse Trump.
Entre os argumentos apresentados, Trump afirmou que os Estados Unidos ampliaram significativamente os gastos com defesa no âmbito da Otan, elevando o investimento de 2% para até 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Ele também citou a presença crescente de navios chineses e russos no Mar do Ártico como justificativa para que Washington assuma maior controle sobre a Groenlândia.
A reação europeia veio por meio de um comunicado conjunto assinado por oito países: França, Alemanha, Reino Unido, Portugal, Espanha, Itália, Polônia e Dinamarca. O texto reforça o respeito à soberania dinamarquesa e rejeita qualquer tentativa de interferência externa no território.
A Groenlândia tem importância estratégica crescente por sua localização e por rotas marítimas que ganham relevância com o degelo no Ártico, tornando o tema sensível no atual cenário de disputas geopolíticas globais.
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