A obra de drenagem em andamento no cemitério da área central de Cocal do Sul, no Sul de Santa Catarina, voltou a gerar repercussão após denúncia de familiares sobre risco de colapso de uma capela mortuária. Em contraponto às preocupações apresentadas durante a reportagem no programa Em Dia com a Cidade, da Rádio Cidade em Dia 89.9 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, a prefeitura e o engenheiro fiscal do município afirmam que não há risco estrutural no local.
O caso veio a público na terça-feira (13), quando Jonathan Correa Becker relatou que o jazigo de sua família apresentaria sinais de instabilidade após o início das escavações. Segundo ele, parte do piso estaria cedendo e a estrutura estaria parcialmente suspensa, o que teria levado sua avó, de 76 anos, a ser impedida de acessar a capela por risco de desabamento.
Engenheiro diz que não há risco de queda
Após a repercussão do caso, o engenheiro fiscal contratado pela prefeitura, Rafael Biz, esclareceu que a capela não corre risco de cair. De acordo com ele, a intervenção no cemitério ocorre a pedido da empresa Eliane Revestimentos Cerâmicos, já que a água da chuva que desce do bairro Boa Vista atingia o pátio de matérias-primas da fábrica.
Segundo Rafael, o projeto de drenagem foi desenvolvido pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e a previsão de conclusão da obra é superior a 30 dias. Ele explicou ainda que o traçado da tubulação precisou passar pelo ponto onde está a capela devido à necessidade de uso de máquinas pesadas, não havendo alternativa técnica viável no local.
Apesar de negar risco estrutural, o engenheiro afirmou que medidas adicionais estão sendo adotadas para tranquilizar a família denunciante. Entre elas, está um levantamento técnico para reforçar temporariamente a estabilidade da capela, com a colocação de tábuas e concreto até a conclusão dos trabalhos.
Nota oficial da Prefeitura de Cocal do Sul
Em nota oficial, a Prefeitura de Cocal do Sul reforçou que a obra é executada por empresa terceirizada, contratada por meio de processo licitatório, sendo de responsabilidade da empreiteira a execução e a organização do canteiro de obras.
Segundo o município, não há, neste momento, qualquer risco estrutural ou de ruína da capela, que permanece preservada e devidamente escorada. A administração afirma que a intervenção realizada até agora não causou danos à edificação.
A prefeitura detalhou ainda que a obra envolve a implantação de um sistema de drenagem profunda, com tubulação de grande porte, a cerca de 3,75 metros de profundidade e 1,5 metro de diâmetro interno, cujo trajeto passa obrigatoriamente pelo ponto em execução, sem possibilidade técnica de alteração.
Para viabilizar o acesso de caminhões, houve a remoção parcial da calçada lateral, que, conforme a nota, será totalmente recomposta ao final da obra. Também estão previstas a construção de caixas de concreto e de um muro de contenção para garantir a estabilidade da área e a segurança do entorno.
A administração municipal afirmou ainda que, caso seja identificado qualquer dano ou risco estrutural — o que, segundo a prefeitura, não se confirma até o momento — a empresa responsável será obrigada a reparar integralmente a estrutura, mantendo o mesmo padrão de qualidade da edificação existente.
O município informou que segue acompanhando e fiscalizando os serviços para assegurar que a obra seja concluída com segurança, respeito ao espaço e à comunidade.
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