O Banco Central informou nesta terça-feira (13) que ainda há R$ 10,02 bilhões em “recursos esquecidos” por clientes em instituições financeiras no Brasil. Os valores estão parados em bancos, administradoras de consórcios, cooperativas, corretoras e outras entidades do sistema financeiro nacional.
Segundo dados consolidados até novembro, 49,31 milhões de pessoas físicas têm direito a receber R$ 7,80 bilhões, enquanto 4,96 milhões de empresas podem resgatar R$ 2,22 bilhões.
Maioria dos valores é baixa
O levantamento mostra que a maior parte dos beneficiários tem quantias pequenas a receber:
- 65,20% podem sacar entre R$ 0,01 e R$ 10;
- 23,19% têm valores entre R$ 10,01 e R$ 100;
- 9,77% podem resgatar entre R$ 100,01 e R$ 1.000;
- Apenas 1,85% possuem valores acima de R$ 1.000,01.
Onde estão os recursos esquecidos
A maior concentração de valores está nos bancos, que somam R$ 6,08 bilhões a serem devolvidos. Confira a distribuição por tipo de instituição:
- Bancos: R$ 6,08 bilhões;
- Administradoras de consórcios: R$ 2,49 bilhões;
- Cooperativas: R$ 878,49 milhões;
- Instituições de pagamento: R$ 350,14 milhões;
- Financeiras: R$ 203,69 milhões;
- Corretoras: R$ 8,20 milhões;
- Outras entidades: R$ 41,27 milhões.
Desde o início do Sistema Valores a Receber, em janeiro de 2022, o Banco Central já devolveu R$ 12,92 bilhões. Desse total, R$ 9,53 bilhões foram pagos a 32,01 milhões de pessoas físicas, e R$ 3,39 bilhões a 3,74 milhões de empresas.
Não há prazo final para resgate
Apesar de o prazo inicial para resgates ter sido anunciado para outubro de 2024, o Ministério da Fazenda informou que não existe limite de tempo para solicitar a devolução dos valores.
O sistema permite consultas tanto de pessoas físicas — inclusive falecidas — quanto de empresas que tenham deixado dinheiro esquecido em alguma instituição financeira.
Como consultar e solicitar o dinheiro esquecido
A consulta deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do Banco Central:
https://valoresareceber.bcb.gov.br
Para acessar, é necessário possuir uma conta gov.br com nível prata ou ouro. Caso haja valores disponíveis, o usuário deve informar uma chave Pix para receber o dinheiro. Quem não possui chave cadastrada precisa entrar em contato com a instituição financeira ou criar uma chave e retornar ao sistema.
No caso de pessoas falecidas, apenas herdeiros, inventariantes ou representantes legais podem solicitar o resgate, mediante termo de responsabilidade.
O Banco Central reforça que não entra em contato por telefone, mensagem ou e-mail solicitando dados pessoais. Qualquer abordagem desse tipo é golpe.
Solicitação automática: veja como ativar
Desde maio, pessoas físicas podem habilitar a solicitação automática de valores esquecidos. A opção é válida apenas para quem possui chave Pix do tipo CPF.
Para ativar, é preciso:
- Acessar o Sistema Valores a Receber com conta gov.br (nível prata ou ouro);
- Ter a verificação em duas etapas ativada;
- Vincular a devolução à chave Pix CPF;
- Confirmar a ativação.
Com a funcionalidade ativa, o valor é creditado automaticamente na conta indicada, sem aviso prévio. Instituições que não aderiram à devolução via Pix continuam exigindo solicitação manual.
Segurança reforçada
Para reduzir fraudes, o acesso ao sistema passou a exigir validação em duas etapas no aplicativo gov.br. Após informar CPF e senha, o usuário precisa gerar um código no celular. Todo o processo deve ser realizado apenas pelos canais oficiais do governo.
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