Pesquisas em educação e desenvolvimento infantil apontam que o mês de nascimento pode exercer influência no desempenho escolar, especialmente nos primeiros anos da vida acadêmica. Embora esse fator não determine inteligência, estudos mostram que ele pode gerar vantagens temporárias no aprendizado, ajudando a explicar por que alguns alunos se destacam mais cedo em sala de aula.
Existe relação entre mês de nascimento e desempenho escolar?
Sim. Pesquisas internacionais indicam que crianças mais velhas dentro de uma mesma turma tendem a apresentar melhores resultados acadêmicos nos primeiros anos de escolarização. Estudos observados por órgãos educacionais, como o Department for Education, apontam esse padrão em países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.
Essa diferença ocorre, principalmente, por causa da data de corte anual para matrícula escolar. Em muitos sistemas educacionais, crianças nascidas logo após essa data entram na escola sendo até quase um ano mais velhas do que colegas nascidos meses depois. Na infância, essa diferença de idade representa um avanço significativo no desenvolvimento cognitivo, emocional e social.
Quais meses aparecem com mais frequência entre alunos com melhor desempenho?
Pesquisas internacionais frequentemente associam os meses de setembro, outubro e novembro a um melhor desempenho escolar. Isso acontece porque, em diversos países, esses meses vêm logo após a data de corte escolar, fazendo com que essas crianças sejam as mais velhas da turma.
Essa vantagem de idade favorece habilidades importantes para o ambiente escolar, como:
- Maior capacidade de atenção e concentração
- Desenvolvimento mais avançado da linguagem
- Melhor autocontrole emocional
- Memória de trabalho mais eficiente
Nos primeiros anos de vida, poucos meses podem representar um avanço expressivo no desenvolvimento cerebral, o que tende a se refletir em notas mais altas, maior participação em sala de aula e até maior probabilidade de serem identificados como alunos de destaque.
O mês de nascimento define a inteligência?
Não. Especialistas reforçam que o mês de nascimento não define inteligência. Trata-se apenas de uma vantagem estatística e temporária. A inteligência é construída a partir de múltiplos fatores, como genética, estímulos familiares, qualidade da educação, ambiente emocional e oportunidades ao longo da vida.
Com o passar dos anos, essas diferenças tendem a diminuir, especialmente quando há apoio pedagógico adequado e políticas educacionais que consideram a diversidade de ritmos de aprendizagem. Ainda assim, nos primeiros anos, essa vantagem inicial pode influenciar a autoestima acadêmica e as oportunidades oferecidas aos alunos.
Por que esse efeito é mais perceptível na infância?
O desenvolvimento cognitivo e emocional é mais acelerado nos primeiros anos de vida. Crianças alguns meses mais velhas costumam apresentar maior maturidade neurológica, melhor coordenação motora e maior capacidade de seguir regras e se concentrar.
No ambiente escolar, isso pode impactar diretamente a forma como o aluno aprende, interage com colegas e é avaliado por professores. Por isso, especialistas defendem que sistemas educacionais levem em conta a idade relativa dos alunos, especialmente nas séries iniciais.
A inteligência não nasce pronta nem depende do calendário. Ela se desenvolve com estímulo, cuidado, acesso à educação de qualidade e acompanhamento adequado ao longo do tempo.
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