Biópsia embrionária amplia segurança e sucesso na fertilização in vitro

Exame genético permite identificar alterações cromossômicas antes da transferência do embrião para o útero

José Demathé

Publicado em: 15 de janeiro de 2026

5 min.

Biópsia embrionária amplia segurança e sucesso na fertilização in vitro Foto: Freepik

A biópsia embrionária tem se consolidado como uma das principais ferramentas para aumentar a segurança e as chances de sucesso nos tratamentos de reprodução assistida. O tema foi detalhado pelo ginecologista e especialista em reprodução assistida Dr. Juan Carlos Pou durante entrevista concedida nesta quinta-feira (15) à Rádio Cidade em Dia 89.9 FM, em Criciúma, no programa apresentado pela jornalista Manuela Oliveira, do Grupo SCTODODIA de Comunicação.

O médico explicou que o procedimento é realizado em ciclos de fertilização in vitro e permite identificar alterações genéticas nos embriões antes da transferência para o útero da paciente, oferecendo mais tranquilidade aos casais que buscam engravidar.

O que é a biópsia embrionária

Segundo o especialista, após a coleta dos óvulos e a fecundação em laboratório, os embriões são cultivados até o quinto ou sexto dia de desenvolvimento, fase conhecida como blastocisto. É nesse momento que pode ser realizada a biópsia embrionária.

O procedimento consiste na retirada de algumas células do embrião com auxílio de laser. O material coletado é enviado para análise genética, enquanto o embrião é congelado até a liberação do resultado.

Para que serve o exame genético

A análise genética permite identificar alterações cromossômicas, como trissomias e síndromes, além de doenças hereditárias que podem ser transmitidas dos pais para os filhos. Com isso, apenas embriões considerados geneticamente normais são indicados para transferência.

De acordo com Dr. Juan Carlos Pou, essa etapa reduz significativamente o risco de falhas na implantação do embrião, abortos espontâneos e malformações, aumentando as taxas de gravidez bem-sucedida.

Quem deve considerar a biópsia embrionária

O procedimento é especialmente indicado em algumas situações específicas, entre elas:

  • Mulheres com idade acima de 38 ou 40 anos
  • Homens com idade mais avançada
  • Casais com histórico de abortos recorrentes
  • Casais com doenças genéticas na família
  • Casos de falhas repetidas em tentativas anteriores de fertilização in vitro

Nesses cenários, a biópsia embrionária ajuda a selecionar embriões com maior potencial de desenvolvimento saudável.

O procedimento oferece riscos?

Durante a entrevista, o médico reforçou que a biópsia embrionária é segura e não interfere no desenvolvimento do embrião ou do futuro bebê. Segundo ele, trata-se de um procedimento amplamente utilizado em clínicas de reprodução assistida e cada vez mais incorporado à rotina dos tratamentos.

Resultado e próximos passos

Após o envio do material ao laboratório de genética, o resultado costuma ficar pronto em cerca de 10 a 14 dias. Com a confirmação de quais embriões estão aptos, é realizada a transferência para o útero da paciente em um ciclo posterior.

Para o especialista, os avanços da medicina reprodutiva permitem que casais encontrem soluções completas sem sair da região. “Hoje temos todas as ferramentas necessárias para ajudar esses casais a realizarem o sonho de ter um filho saudável”, destacou.


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