A história do professor Henrique Folster reforça que ensinar vai muito além do conteúdo no quadro. Catarinense, pós-graduado em neuroeducação e gestão escolar, ele atua há mais de 20 anos na educação e ganhou projeção nacional ao apostar em aulas criativas, capazes de conectar o professor ao aluno em um cenário cada vez mais disputado pela atenção.
A mudança na forma de ensinar começou durante a pandemia, quando as aulas presenciais foram suspensas e o ensino migrou para o formato remoto. Henrique relembra que o período foi desafiador e impactou diretamente sua relação com os estudantes.
“Quando a gente foi para casa dar aula, os alunos não abriam a câmera, não respondiam. Eu entendo o momento deles também, mas aquilo estava me fazendo mal”, contou.
TikTok como ferramenta educacional
Diante da dificuldade de engajamento, o professor decidiu buscar uma alternativa fora do ambiente tradicional da escola. Foi então que surgiu a ideia de utilizar o TikTok para resolver provas do ENEM de forma gratuita.
“Eu pegava simplesmente o meu celular, colocava em cima da prova. Quem estava do outro lado só ouvia a minha voz e via a minha mão com a caneta”, explicou.
A iniciativa deu resultado rapidamente. As transmissões ao vivo começaram a atrair milhares de estudantes de todo o país e renderam ao professor uma base sólida de seguidores nas redes sociais.
Aulas diferentes no retorno presencial
Com a volta das aulas presenciais, Henrique resolveu levar para a sala de aula a mesma criatividade que havia usado no ambiente digital. Ele conta que já utilizava patins em alguns aulões, mas decidiu ir além.
“Eu pensei: vou fazer completamente diferente, vou chamar a atenção de forma diferente”, afirmou.
A estratégia incluiu ações inusitadas, como levar pizza, sushi, picolé e sorvete para atividades em sala. Os próprios alunos passaram a gravar os momentos e publicar nas redes sociais, fazendo com que os vídeos viralizassem.
“Isso começou a dar certo, chamar muita atenção. Comecei a me conectar ainda mais e a chamar a atenção praticamente do Brasil inteiro”, relatou.
Atenção como base do aprendizado
Para Henrique, a experiência reforçou uma convicção: aprender exige conexão entre aluno e professor. Segundo ele, adaptar a aula à realidade atual é essencial para manter o interesse dos estudantes.
“A gente deve fazer de tudo para chamar a atenção. Nesse mundo de internet, onde a atenção é pega em 30 segundos, é bem complicado ficar numa aula de 45 minutos e prender a atenção o tempo todo”, destacou.
O bordão que virou referência
Além das aulas criativas, o professor também ficou conhecido pelo bordão “Vão estudar”, que hoje é uma de suas marcas registradas nas redes sociais. A frase surgiu em 2016, quando ele criou grupos de estudo voltados a vestibulandos.
“Todo dia, praticamente, eu escrevia ‘Vão estudar’ para eles. Muita gente achava sem graça, mas hoje virou referência e faz o maior sucesso”, contou.
Atualmente, o alcance nas redes impressiona. “Às vezes eu nem acredito que é comigo. Só nos últimos 30 dias foram 12 milhões de visualizações no meu Instagram”, revelou.
Educação como caminho para o futuro
Apesar da popularidade digital, Henrique Folster reforça que o principal objetivo do seu trabalho é valorizar a educação como ferramenta de transformação social.
“Não existe futuro sem educação. Se a gente quer igualdade, precisa de equidade e de uma educação de qualidade para todo mundo”, afirmou.
O professor também faz questão de alertar os jovens para não associarem o futuro apenas à sorte. “Existem outras maneiras de ganhar dinheiro, e não só da noite para o dia. A gente pode estudar e construir um futuro muito melhor”, concluiu.
Ao defender o ENEM como porta de entrada para o ensino superior, Henrique reforça diariamente aos alunos que estudar é acreditar em um futuro com mais possibilidades.
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