Sienna Rose vive um momento de forte ascensão nas plataformas digitais. Três de suas canções de soul melancólico com influência de jazz figuram no Top 50 Viral do Spotify, e a mais popular, Into the Blue, já ultrapassou cinco milhões de reproduções. Apesar do sucesso, a artista virou alvo de debate na indústria musical: há fortes indícios de que ela não seja real.
Segundo o serviço de streaming Deezer, diversas músicas atribuídas a Sienna Rose foram detectadas e sinalizadas como geradas por inteligência artificial. A ausência total de apresentações ao vivo, entrevistas, vídeos ou presença consistente nas redes sociais reforça as suspeitas. Além disso, o volume de lançamentos chama atenção: ao menos 45 faixas publicadas em pouco mais de dois meses.
Especialistas apontam que a própria sonoridade traz sinais típicos de músicas criadas por IA, como ruídos característicos e padrões repetitivos. De acordo com o pesquisador Gabriel Meseguer-Brocal, do Deezer, esses “erros” funcionam como uma espécie de impressão digital dos softwares usados para gerar as canções.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a cantora Selena Gomez usar uma música de Rose em uma publicação nas redes sociais, posteriormente apagada diante das dúvidas sobre a identidade da artista. Enquanto parte do público se diz encantada com as canções, outros afirmam perceber um som “genérico” e sem emoção.
A situação reacende o debate sobre o avanço da inteligência artificial na música. Com custos quase nulos de produção e potencial alto de retorno financeiro, artistas virtuais passam a competir diretamente com músicos reais, levantando questionamentos sobre autenticidade, direitos autorais e o futuro da indústria musical.
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