Jogar papel higiênico no vaso sanitário é um hábito comum em diversos países, mas no Brasil essa prática pode resultar em transtornos frequentes e gastos inesperados. A explicação está na forma como o encanamento doméstico e a infraestrutura de saneamento foram projetados ao longo das décadas, priorizando apenas o escoamento de dejetos líquidos e sólidos orgânicos.
Em grande parte das residências brasileiras, o descarte incorreto do papel higiênico provoca entupimentos recorrentes, mau funcionamento das fossas sépticas e até danos ambientais. Compreender os motivos técnicos por trás dessa recomendação ajuda a evitar problemas no dia a dia e a preservar o sistema de esgoto.
Por que o sistema de esgoto brasileiro não comporta papel no vaso
O encanamento doméstico brasileiro, especialmente em imóveis mais antigos, possui tubulações estreitas, curvas acentuadas e baixa pressão de água nas descargas. Esse conjunto dificulta a passagem de resíduos fibrosos, como o papel higiênico, favorecendo o acúmulo gradual do material.
Além disso, uma parcela significativa da população não é atendida por rede coletora de esgoto. Nesses casos, os dejetos são direcionados para fossas sépticas, que dependem da decomposição natural de resíduos orgânicos — processo pouco eficiente para fibras de celulose.
Entre os principais fatores que contribuem para os entupimentos estão:
- Tubulações antigas com traçados complexos, que criam pontos de retenção do papel;
- Baixa pressão de água nas descargas, insuficiente para arrastar o material;
- Fossas sépticas incapazes de digerir adequadamente fibras de papel;
- Falta de tratamento de esgoto, que permite que resíduos cheguem a rios e córregos.
Quais tipos de papel aumentam o risco de entupimento
Nem todo papel se comporta da mesma forma em contato com a água. Modelos mais espessos, como papel higiênico de folha dupla ou tripla, levam mais tempo para se desintegrar e aumentam o risco de obstrução.
Embora o papel higiênico comum seja projetado para se dissolver, ele ainda pode causar problemas quando a infraestrutura não oferece vazão e pressão adequadas. Papéis como toalhas de papel e lenços umedecidos são ainda mais prejudiciais, pois possuem fibras longas e aditivos químicos que dificultam a decomposição.
Impactos ambientais do descarte inadequado
Quando o sistema de esgoto é ineficiente, o papel descartado no vaso pode chegar a corpos d’água sem tratamento adequado. Isso contribui para a poluição hídrica e afeta a biodiversidade local.
Além disso, a produção de papel consome grandes volumes de recursos naturais. Estima-se que centenas de milhares de árvores sejam utilizadas anualmente para atender à demanda global por papel higiênico. O descarte incorreto amplia os impactos ambientais, seja pela poluição da água, seja pela sobrecarga de estações de tratamento e aterros sanitários.
Qual é a alternativa mais segura para residências brasileiras
A orientação mais segura é utilizar uma lixeira com tampa, posicionada próxima ao vaso sanitário. Essa prática reduz significativamente o risco de entupimentos, diminui o consumo de água potável e facilita o descarte correto dos resíduos.
Em imóveis com tubulações modernas e boa pressão de água, o descarte no vaso pode ser possível em situações específicas. Ainda assim, especialistas recomendam cautela, especialmente em ambientes desconhecidos, para evitar prejuízos com desentupimentos emergenciais.
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