O aumento do volume de chuvas durante o verão acende um alerta em Criciúma para os riscos de doenças relacionadas a alagamentos, especialmente a leptospirose. O tema foi abordado em entrevista concedida nesta terça-feira (20), na rádio Cidade em Dia 89.9 FM, pela enfermeira e gerente de Vigilância em Saúde do município, Katiane Figueiredo, à jornalista Manuela Oliveira, do Grupo SCTODODIA de Comunicação.
Durante a conversa, Katiane explicou que a leptospirose é uma doença infecciosa causada por bactéria presente na urina de animais infectados, principalmente roedores. Em períodos de enchentes e inundações, a água e a lama contaminadas aumentam o risco de transmissão para a população.
Como ocorre a transmissão da leptospirose
Segundo a gerente de Vigilância em Saúde, a contaminação acontece quando a bactéria entra em contato com a pele lesionada ou com mucosas, como olhos, nariz e boca. Situações comuns após chuvas intensas, como caminhar por ruas alagadas sem proteção adequada, ampliam significativamente esse risco.
Sintomas exigem atenção imediata
Os primeiros sintomas costumam surgir entre sete e 14 dias após o contato com a água contaminada e podem ser confundidos com os de uma gripe comum. Entre os sinais mais frequentes estão:
- Febre alta
- Dor de cabeça
- Dores musculares, principalmente nas panturrilhas
- Náuseas e vômitos
- Falta de apetite
- Olhos avermelhados ou amarelados
A orientação é procurar uma unidade de saúde ao perceber qualquer um desses sintomas, especialmente após exposição a alagamentos.
Por que o período chuvoso aumenta os casos
Katiane Figueiredo destacou que as chuvas intensas favorecem o transbordamento de bueiros e rios, criando ambientes propícios para a disseminação da bactéria. Além disso, a presença de lixo acumulado contribui para a proliferação de roedores, principais transmissores da doença.
Ela ressaltou que o poder público tem atuado na prevenção dos alagamentos, mas reforçou a importância da colaboração da população, principalmente evitando o descarte irregular de resíduos.
O que fazer após contato com água de enchente
Em situações em que não é possível evitar o contato com a água, como em casos de emergência, a recomendação é realizar a higiene corporal o mais rápido possível e ficar atento aos sintomas nos dias seguintes. O acompanhamento médico é fundamental para diagnóstico e tratamento precoces.
Diagnóstico rápido evita agravamento
A leptospirose tem tratamento, geralmente à base de antibióticos. Quando diagnosticada rapidamente, é possível evitar formas graves da doença, que podem evoluir para insuficiência renal, hemorragias e comprometimento do fígado e dos pulmões.
Orientações da Vigilância em Saúde
A Vigilância em Saúde de Criciúma reforça algumas medidas essenciais neste período:
- Evitar contato com áreas alagadas sempre que possível
- Utilizar botas e luvas de borracha em situações de risco
- Manter atenção aos sintomas após exposição à água ou lama
- Procurar rapidamente atendimento médico em caso de suspeita
O município conta com 46 unidades de saúde distribuídas pelos bairros, garantindo acesso ao atendimento da população.
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