A divulgação das notas do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), nesta segunda-feira (19), provocou forte repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a qualidade do ensino médico no país. O exame, realizado pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Ministério da Saúde, apontou que 99 cursos de medicina não alcançaram a nota mínima exigida.
O resultado pode trazer consequências diretas às instituições mal avaliadas. Entre as possíveis punições estão a proibição de abertura de novas turmas, o impedimento de ampliação de vagas e restrições no acesso a programas federais de financiamento estudantil, como o Fies.
Maioria das instituições é privada
Segundo os dados oficiais, os 99 cursos com desempenho insuficiente são oferecidos por 93 instituições de ensino superior, entre públicas e privadas. Deste total, 87 pertencem à rede privada, com ou sem fins lucrativos. Apenas quatro são universidades federais:
- Universidade Federal do Pará (UFPA), campus Altamira;
- Universidade Federal do Maranhão (UFMA), campus Pinheiro;
- Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB);
- Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).
O levantamento reacendeu o debate sobre a expansão acelerada de faculdades de medicina no Brasil e a capacidade de fiscalização do poder público sobre a qualidade da formação oferecida.
Reação popular e preocupação com o atendimento
Nas redes sociais, a divulgação do resultado gerou críticas, memes e manifestações de indignação. Usuários demonstraram preocupação com a formação de profissionais que, em poucos anos, estarão atuando diretamente no atendimento à população.
Parte das críticas se concentrou nas instituições privadas de menor tradição, frequentemente apelidadas de forma pejorativa por internautas, que associam o baixo desempenho à fragilidade da estrutura acadêmica e à falta de rigor na formação.
Debate sobre qualidade e fiscalização
Especialistas em educação e saúde destacam que o Enamed é uma ferramenta importante para identificar falhas no sistema de ensino e orientar políticas públicas. Para eles, os resultados reforçam a necessidade de critérios mais rígidos para abertura e manutenção de cursos de medicina, além de acompanhamento contínuo da qualidade do ensino.
O MEC informou que os dados servirão de base para ações de supervisão e reavaliação dos cursos com desempenho insatisfatório, com foco na proteção do interesse público e na segurança dos pacientes.
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