A presença de produtos de limpeza clandestinos em hospitais, hotéis e cozinhas industriais representa um risco direto à saúde pública e à segurança operacional desses ambientes. Dados da Pesquisa Nacional de Informalidade em Produtos de Limpeza, realizada pela Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (ABIPLA) em parceria com a Associação Brasileira do Mercado Institucional de Limpeza Profissional (ABRALIMP), apontam que 20% dos produtos utilizados por empresas são irregulares. No uso doméstico, o índice chega a 14%.
Sem registro sanitário e fora do controle técnico exigido pelos órgãos reguladores, esses produtos podem apresentar fórmulas instáveis, concentração inadequada de ativos e até contaminação microbiológica. A avaliação é de Annayara dos Santos, engenheira química da Copapel, empresa com atuação consolidada no fornecimento de soluções profissionais para higiene e limpeza.
Segundo a especialista, a ausência de validação técnica compromete a eficácia dos saneantes e expõe trabalhadores e usuários finais a riscos desnecessários. “Esses produtos não passam por testes de segurança, boas práticas de fabricação ou comprovação de eficácia. O resultado pode ser desde irritações respiratórias e cutâneas até falhas completas no processo de higienização”, afirma.
Impactos diretos em ambientes críticos
Em locais sensíveis, como unidades de terapia intensiva, áreas de manipulação de alimentos e cozinhas industriais, a utilização de produtos irregulares pode ter consequências ainda mais graves. A higienização inadequada favorece a proliferação de microrganismos e aumenta o risco de contaminações cruzadas, colocando em xeque protocolos de segurança sanitária.
Além dos danos à saúde, o uso de saneantes clandestinos também afeta a durabilidade de superfícies e equipamentos. Produtos sem testes de compatibilidade podem causar corrosão de pisos, metais e máquinas profissionais, elevando custos com manutenção, retrabalho e substituição de materiais.
Riscos legais e operacionais
Outro ponto de atenção é o cumprimento das normas exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Produtos sem registro são automaticamente reprovados em auditorias e inspeções sanitárias, o que pode resultar em sanções, interdições e perda de certificações. “Sem controle laboratorial, não há garantia de que o produto atenda aos padrões mínimos exigidos. Isso coloca as empresas em situação de vulnerabilidade diante da fiscalização”, explica Annayara.
Apesar do cenário preocupante, a engenheira observa uma redução gradual do uso de produtos irregulares em empresas que passam por auditorias frequentes e seguem normas de qualidade. Ainda assim, fatores como preços baixos, desconhecimento técnico e falhas na fiscalização mantêm a informalidade presente no setor.
Prevenção e orientação como estratégia
Para combater o problema, a Copapel adota uma política de prevenção baseada em orientação técnica e acompanhamento contínuo dos clientes. A empresa fornece documentação completa dos produtos, como Fichas de Informação de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) e laudos técnicos, além de promover treinamentos presenciais e on-line voltados ao uso seguro e à identificação de saneantes irregulares.
Também fazem parte da estratégia ações educativas sobre leitura correta de rótulos, conformidade regulatória e riscos associados ao mercado informal, além de processos rigorosos de qualificação de fornecedores. “A escolha de produtos regularizados não é apenas uma questão de conformidade legal, mas de proteção à saúde, eficiência operacional e responsabilidade ambiental”, reforça a especialista.
Sobre a Copapel
Fundada em 1976, em Joinville (SC), a Copapel atua há quase cinco décadas no fornecimento de soluções sustentáveis para higiene e limpeza profissional. Com nove unidades em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a empresa possui um portfólio com mais de 4 mil itens de fabricantes nacionais e internacionais. Atendendo grandes redes e clientes corporativos, a Copapel também oferece programas gratuitos de capacitação e é membro fundador da Allia, a maior rede de higiene e limpeza da América do Sul.
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