STF se divide após manifestação de Fachin sobre atuação de Toffoli no caso Master

Manifestação do presidente da Corte sobre decisões de Dias Toffoli no caso Master gerou divergências internas entre os ministros

Redação

Publicado em: 23 de janeiro de 2026

3 min.
STF se divide após manifestação de Fachin sobre atuação de Toffoli no caso Master - Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

STF se divide após manifestação de Fachin sobre atuação de Toffoli no caso Master - Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O Supremo Tribunal Federal (STF) viveu um novo momento de tensão após a primeira manifestação pública do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, sobre o desgaste provocado por decisões do ministro Dias Toffoli no chamado caso Master. A posição adotada por Fachin acabou dividindo os integrantes do tribunal.

Diante da crise, Fachin interrompeu as férias, antecipou o retorno a Brasília e iniciou uma rodada de conversas com colegas. A pessoas próximas, o presidente do STF afirmou que o “momento exige” sua presença na capital federal. O conteúdo da manifestação foi discutido previamente com alguns ministros, entre eles o vice-presidente da Corte, Alexandre de Moraes.

Moraes integra a ala que tem defendido a atuação de Toffoli no inquérito, grupo que também conta com o ministro Gilmar Mendes, o mais antigo em atividade no STF. Para esse setor do tribunal, a nota de Fachin foi considerada “boa e equilibrada”, ao defender institucionalmente a condução da investigação.

Já outra ala avalia que a manifestação “pouco esclarece” e que, ao fazer acenos ao Banco Central, à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República e aos próprios críticos de Toffoli, o presidente da Corte teria adotado uma postura considerada excessivamente conciliadora.

A nota foi divulgada após ministros apontarem a necessidade de uma defesa institucional do Judiciário diante das reportagens envolvendo Toffoli. Pressionado por críticas de diferentes espectros políticos, o ministro teria se queixado internamente, o que motivou a reação de Fachin.

Apesar das divergências, há consenso de que o momento é de defesa da instituição, deixando eventuais correções de excessos para um segundo momento. Ainda assim, assessores e magistrados defensores do código de ética do STF consideraram a nota decepcionante, por não trazer autocrítica nem sinalizar mudanças de postura da Suprema Corte diante da sociedade.


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