Nubank desmente boatos de falência e garante operação normal no Brasil

Em nota divulgada à imprensa, o Nubank classificou as publicações como “fake news” e reafirmou sua solidez financeira

Eduardo Fogaça

Publicado em: 23 de janeiro de 2026

5 min.
Nubank desmente boatos de falência e garante operação normal no Brasil. Foto: Divulgação/NU

Nubank desmente boatos de falência e garante operação normal no Brasil. Foto: Divulgação/NU

Nos últimos dias, publicações nas redes sociais levantaram rumores de que o Nubank estaria prestes a fechar as portas ou decretar falência. A informação, no entanto, é falsa. O banco digital negou oficialmente qualquer possibilidade de encerramento das atividades e garantiu que segue operando normalmente no Brasil e em outros países da América Latina.

Em nota divulgada à imprensa, o Nubank classificou as publicações como “fake news” e reafirmou sua solidez financeira. Segundo a instituição, a empresa continua em plena expansão e mantém resultados positivos. Apenas no terceiro trimestre do ano passado, o banco registrou lucro líquido de US$ 783 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 4,5 bilhões, além de alcançar a marca de mais de 127 milhões de clientes na região.

A empresa também destacou que é uma das instituições mais bem capitalizadas da América Latina e que cumpre integralmente todas as exigências regulatórias do Banco Central. Atualmente, o Nubank opera com solidez no Brasil, no México e na Colômbia, afastando qualquer possibilidade de crise financeira.

Entenda o contexto dos boatos

Os rumores envolvendo o Nubank surgiram em meio à liquidação extrajudicial do Will Bank, anunciada nesta semana pelo Banco Central. Na última quarta-feira (21), a autoridade monetária decretou a liquidação da Will Financeira, ligada ao Banco Master, após constatar graves problemas econômico-financeiros nas instituições.

Além disso, as especulações também ganharam força após uma decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), aprovada em novembro do ano passado. A medida proíbe instituições financeiras que não possuem licença bancária completa de utilizarem os termos “banco” ou “bank” em seus nomes comerciais, marcas, sites e materiais publicitários.

De acordo com o Banco Central, a regra tem como objetivo evitar confusão entre consumidores, garantindo que o cliente saiba exatamente qual tipo de instituição financeira está contratando e quais serviços estão autorizados a prestar.

Situação do Nubank diante da nova regra

Embora seja uma das maiores fintechs do país, o Nubank opera atualmente com licenças de instituição de pagamento, sociedade de crédito e corretora, mas ainda não possui a licença bancária completa. Em comunicado divulgado em fórum oficial da empresa, a instituição informou que tem interesse em obter essa licença ao longo deste ano.

O Banco Central esclareceu que as empresas afetadas pela nova norma não serão obrigadas a encerrar suas atividades. Elas terão prazo de até 120 dias para apresentar um plano de adequação e até um ano para concluir as mudanças necessárias em nomes e marcas.

Segundo Gilneu Vivan, diretor de Regulação do Banco Central, a medida é necessária porque o uso de denominações incompatíveis com o serviço autorizado “pode gerar confusão ao cliente e risco ao sistema financeiro”.


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