Olheiras, boca seca, cansaço excessivo, tontura e fala desconexa. Esses sintomas, que muitas vezes são interpretados como sinais iniciais de doenças neurológicas, como o Alzheimer, podem indicar um quadro de desidratação severa. A condição afeta todo o organismo e pode provocar queda da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e até confusão mental.
“A desidratação em idosos é mais comum do que se imagina e pode ter consequências graves, como infecções urinárias, alterações na pressão e alterações neurológicas, que podem inclusive levar a internações”, alerta o médico Álvaro Modesto, do Hospital Cidade do Sol. Segundo ele, o envelhecimento natural do corpo diminui a sensação de sede e a capacidade de reter água. “Mesmo com baixos níveis de líquidos, o idoso pode não sentir vontade de beber água”, explica.
Com o passar dos anos, a pele fica mais fina, a massa muscular diminui e a proporção de água no corpo cai. Além disso, variações de temperatura e o uso de alguns medicamentos, em especial os diuréticos, contribuem para a perda de líquidos. “O centro cerebral que regula a sede fica menos sensível com a idade, dificultando a percepção da necessidade de hidratação. Além disso, também há uma redução na eficiência dos hormônios que atuam como defesa do nosso organismo nos casos de desidratação”, completa o especialista.
Sinais que merecem atenção
· Boca e língua secas
· Tontura, cansaço e fraqueza
· Urina escura e em menor quantidade
· Confusão mental ou sonolência
· Batimento cardíaco acelerado
Como prevenir
· Oferecer líquidos com frequência — água, água de coco, sucos naturais e chás de ervas —, mesmo sem pedido.
Incluir alimentos ricos em água: melancia, abacaxi, melão, laranja, pepino e sopas.
· Criar uma rotina de hidratação: manter garrafa ou copo por perto e estabelecer horários fixos para beber líquidos.
· Monitorar o consumo: observar a quantidade ingerida ao longo do dia.
Caso o idoso apresente sinais graves, como queda acentuada da pressão, desmaios ou confusão mental, a orientação é procurar atendimento médico de urgência. “Prevenir a desidratação é um cuidado simples, mas que pode ser um diferencial para o desfecho clínico do paciente”, conclui Álvaro.
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