Casos de vírus Nipah entre profissionais de saúde acendem alerta na Ásia

Tailândia, Nepal e Taiwan retomaram procedimentos semelhantes aos adotados durante a pandemia de Covid-19

Eduardo Fogaça

Publicado em: 27 de janeiro de 2026

4 min.
Casos de vírus Nipah entre profissionais de saúde acendem alerta na Ásia. Foto: Divulgação/Reuters

Casos de vírus Nipah entre profissionais de saúde acendem alerta na Ásia. Foto: Divulgação/Reuters

Pelo menos cinco casos do vírus Nipah foram detectados entre profissionais de saúde no estado de Bengala Ocidental, na Índia, ao longo do mês de janeiro. A informação foi divulgada pela emissora indiana News-18 e reacendeu o alerta sanitário em países da Ásia.

De acordo com as autoridades de saúde indianas, a situação está sob controle e não há, até o momento, indicação de surto fora das áreas monitoradas. As equipes médicas seguem protocolos de isolamento, rastreamento de contatos e vigilância epidemiológica para evitar a disseminação do vírus.

Reforço em aeroportos asiáticos

Após os relatos, aeroportos de diversos países da região intensificaram medidas de verificação de saúde. Tailândia, Nepal e Taiwan retomaram procedimentos semelhantes aos adotados durante a pandemia de Covid-19, como triagens sanitárias e monitoramento de passageiros provenientes de áreas consideradas de risco.

Na China, a emissora estatal CCTV informou nesta terça-feira (27), citando a autoridade nacional de controle de doenças, que não há registros de infecção pelo vírus Nipah no país. Ainda assim, o governo chinês reconheceu o risco de casos importados e reforçou o estado de alerta.

O que é o vírus Nipah

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, durante um surto entre criadores de porcos na Malásia. Desde então, ele é detectado com certa regularidade em países do Sudeste Asiático, especialmente em Bangladesh e na Índia.

O Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, transmitido de animais para humanos. A infecção pode ocorrer por meio do contato direto com animais infectados, pela ingestão de alimentos contaminados ou pela transmissão entre pessoas, principalmente em ambientes de assistência à saúde.

As autoridades internacionais acompanham a situação e reforçam a importância da vigilância sanitária, do uso de equipamentos de proteção individual por profissionais de saúde e da rápida notificação de casos suspeitos.


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