A Polícia Civil de Santa Catarina negou a existência de um suposto vídeo que mostraria a agressão contra o cão comunitário Orelha, vítima de maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis. A informação foi confirmada nesta terça-feira (27) durante coletiva de imprensa.
Segundo a delegada Mardjoli Adorian Valcaregg, da Delegacia de Proteção Animal da Capital, não há registro em vídeo do momento da agressão. No entanto, a polícia investiga mais de mil horas de gravações provenientes de 14 câmeras de segurança instaladas na região. Também foi confirmada a existência de uma foto de suspeitos compartilhada em um grupo de WhatsApp da comunidade local.
De acordo com a delegada, ao menos 20 pessoas já foram ouvidas no inquérito. Três adultos foram indiciados por coação de testemunhas. O caso envolve um vigia que teria presenciado os maus-tratos. Ele não foi demitido, mas foi afastado por motivos de segurança.
A Polícia Civil reiterou que quatro adolescentes são suspeitos de envolvimento direto no crime, informação já confirmada anteriormente pelo delegado-geral Ulisses Gabriel. As investigações seguem em andamento.
Conhecido também como Preto, o cão Orelha vivia há mais de dez anos na Praia Brava e era cuidado por moradores e pescadores da região.
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