O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), pré-candidato ao Governo de Santa Catarina, afirmou estar surpreso e decepcionado com os recentes movimentos políticos no estado, especialmente a aproximação do Partido Novo com o governador Jorginho Mello (PL). As declarações foram feitas durante entrevista concedida nesta sexta-feira (30), à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, ao jornalista Denis Luciano.
Críticas a alianças e quebra de compromissos políticos
Durante a entrevista, João Rodrigues avaliou que o atual processo pré-eleitoral catarinense rompe um paradigma histórico da política estadual, ao apontar o que considera uma quebra de palavra por parte do governador Jorginho Mello. Segundo ele, havia um compromisso público de que o MDB indicaria o candidato a vice na chapa governista, o que acabou não se concretizando.
Para o prefeito de Chapecó, a mudança repentina de rota gerou desconforto político e repercussão negativa junto ao eleitorado. Ele afirmou que a confiança e o cumprimento da palavra são valores fundamentais na política e que o eleitor tende a penalizar quem não preserva esses princípios.
Relação com o MDB segue aberta, mas com candidaturas próprias
João Rodrigues confirmou que mantém diálogo permanente com lideranças do MDB em Santa Catarina, como deputados e ex-governadores, mas reconheceu que o partido deverá lançar candidatura própria ao governo estadual em 2026. Segundo ele, o cenário é legítimo e saudável para o processo democrático.
O prefeito destacou que, apesar das conversas contínuas, a tendência é que PSD e MDB sigam caminhos distintos no primeiro turno, sem descartar eventuais composições futuras, dependendo das decisões partidárias e do cenário eleitoral.
Posicionamento político e defesa de um projeto de estado
Ao comentar críticas sobre alinhamentos nacionais, João Rodrigues reforçou seu histórico político e eleitoral, destacando disputas diretas contra a esquerda em Chapecó e o desempenho expressivo nas urnas. Ele afirmou que seu projeto não é partidário nem voltado ao poder, mas sim um projeto de estado, com foco na gestão pública e no desenvolvimento de Santa Catarina.
Segundo o prefeito, a proposta é superar disputas ideológicas estéreis e unir os catarinenses em torno de um modelo administrativo inspirado no que chamou de “modo Chapecó de governar”.
Avaliação sobre conflitos entre Governo do Estado e Governo Federal
João Rodrigues também criticou a postura do governador Jorginho Mello em episódios de embates públicos com representantes do Governo Federal, como no recente confronto verbal com o ministro dos Transportes. Para ele, o papel do governador é institucional e exige diálogo com autoridades federais, independentemente de divergências políticas.
O prefeito avaliou que a ausência do governador em agendas com ministros e presidentes prejudica a defesa dos interesses de Santa Catarina, especialmente em temas estruturais como infraestrutura, portos e rodovias federais.
Articulações com União Progressista e lideranças regionais
Sobre as negociações políticas, João Rodrigues afirmou que as conversas com o União Progressista estão avançadas, com maioria das lideranças favoráveis à aliança. Ele reiterou que a prioridade do grupo é ter o senador Esperidião Amin como candidato ao Senado na chapa.
O prefeito também manifestou publicamente admiração pelo ex-prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, apontando-o como um nome de grande relevância para uma eventual composição majoritária. Segundo Rodrigues, a união de lideranças com forte experiência administrativa pode resultar em um projeto sólido para o estado.
João Rodrigues encerrou a entrevista afirmando que pretende concluir as definições partidárias até o dia 10 de fevereiro, para então iniciar uma agenda de viagens pelo estado, apresentando suas propostas e dialogando diretamente com a população catarinense.
FIQUE BEM INFORMADO: 📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe: