Manifestação por justiça em caso do cão Orelha reúne multidão na Avenida Paulista

O ato, organizado em São Paulo, por defensores da causa animal, transformou um dos cartões-postais da maior cidade brasileira em um palco de protesto por crueldade ocorrida em SC.

Maiquel Machado

Publicado em: 1 de fevereiro de 2026

4 min.

A dor e a revolta pela morte brutal do cão “Orelha”, vítima de maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis, ecoaram além das divisas de Santa Catarina. Na manhã deste domingo (1°), uma multidão de manifestantes se reuniram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, em um ato emocionado para pedir Justiça contra os agressores do animal, que precisou ser eutanasiado após ser cruelmente espancado.

O ato, organizado em São Paulo por defensores da causa animal, transformou um dos cartões-postais da maior cidade brasileira em um palco de protesto. Os participantes carregavam cartazes com fotos de Orelha e frases como “Justiça por Orelha” e “Pelo fim da impunidade”, exigindo que os responsáveis pela tortura e morte do cão sejam punidos com rigor.

O caso, que chocou o país, ocorreu em uma das áreas mais nobres de Florianópolis. O cão Orelha foi encontrado com ferimentos profundos após um espancamento e, devido à gravidade das lesões, precisou ser submetido à eutanásia. A brutalidade do crime mobilizou a polícia e a opinião pública.

As investigações da Polícia Civil de Santa Catarina apontaram inicialmente para a participação de quatro adolescentes de classe média alta. A situação ganhou contornos de polêmica quando se soube que dois dos adolescentes suspeitos haviam viajado para os Estados Unidos com suas famílias após o crime.

A pressão pública e o andamento das investigações, no entanto, os trouxeram de volta ao Brasil na última quinta-feira. Neste sábado, a polícia deu uma nova informação: a participação de um dos quatro adolescentes já foi descartada. Os outros três, incluindo os que viajaram, continuam sob investigação.

O ato na Paulista reflete a comoção nacional e a exigência da sociedade por uma resposta rápida e efetiva da Justiça.

Enquanto os manifestantes se dispersavam da Paulista, a promessa era de que a pressão continuaria, tanto nas ruas quanto nas redes sociais, até que todos os responsáveis pela morte de Orelha sejam identificados e responsabilizados. A dor de um cão em Florianópolis virou o grito de milhares em São Paulo e em diversas localidades do país que também foram palco para manifestações relacionadas ao caso.

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