Temperatura certa do ar-condicionado pode reduzir consumo e evitar contas altas

Especialistas apontam faixa ideal que garante conforto térmico, economia de energia e maior vida útil do aparelho

Redação

Publicado em: 2 de fevereiro de 2026

5 min.

Temperatura certa do ar-condicionado pode reduzir consumo e evitar contas altas Foto: Imagem ilustrativa

Com as temperaturas cada vez mais elevadas, o uso do ar-condicionado deixou de ser um luxo e passou a integrar a rotina de casas, escritórios e comércios. No entanto, a busca por ambientes mais frescos pode pesar no bolso quando o equipamento é utilizado de forma inadequada. Definir a temperatura correta é um dos principais fatores para equilibrar conforto térmico e eficiência energética.

A ideia de que “quanto mais frio, melhor” não encontra respaldo técnico. Pelo contrário: ajustes extremos fazem o aparelho trabalhar além do necessário, elevam o consumo de energia elétrica e aceleram o desgaste dos componentes.

Qual é a temperatura ideal para economizar energia?

De acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a temperatura ideal do ar-condicionado deve ficar entre 23 °C e 26 °C. Essa faixa é considerada suficiente para garantir bem-estar térmico sem exigir esforço excessivo do equipamento.

Manter o aparelho dentro desse intervalo reduz a sobrecarga do compressor, diminui picos de consumo e contribui para uma conta de luz mais equilibrada ao final do mês. Temperaturas muito baixas, como 18 °C ou menos, além de elevarem o gasto energético, podem causar desconforto físico, como ressecamento das vias respiratórias e sensação excessiva de frio.

Especialistas destacam que a faixa entre 23 °C e 25 °C costuma ser a mais eficiente para a maioria dos ambientes, conciliando conforto e economia.

Por que temperaturas muito baixas aumentam o consumo?

Quanto maior a diferença entre a temperatura externa e a programada no aparelho, mais energia o ar-condicionado precisa consumir para retirar o calor do ambiente. Isso significa funcionamento contínuo, maior desgaste do sistema e menor eficiência ao longo do tempo.

Além do impacto financeiro, o uso exagerado do frio artificial pode afetar a saúde e reduzir a vida útil do equipamento.

Hábitos simples que ajudam a gastar menos

A temperatura correta é apenas parte da solução. Algumas práticas complementares fazem diferença no consumo diário de energia:

  • Isolamento térmico: manter portas e janelas fechadas e utilizar cortinas ou persianas reduz a entrada de calor externo;
  • Evitar sol direto: ambientes com alta incidência solar exigem mais do aparelho. Sempre que possível, reduza a exposição direta ao sol;
  • Manutenção regular: filtros limpos garantem melhor circulação do ar e menor esforço do motor;
  • Uso de ventiladores: ajudam a distribuir o ar frio de forma mais uniforme, permitindo temperaturas menos agressivas no controle do aparelho.

Ajuste de acordo com o ambiente

Cada espaço possui características próprias, como tamanho, número de pessoas e ventilação natural. Por isso, a faixa recomendada funciona como referência e pode ser ajustada levemente conforme a necessidade, sem recorrer a temperaturas extremas.

O mais importante é evitar programações muito baixas, que elevam o consumo sem oferecer ganhos reais de conforto. Pequenas mudanças de hábito podem representar economia significativa ao longo do ano, especialmente nos períodos de calor intenso.

Ao adotar uma temperatura adequada e boas práticas de uso, o consumidor garante um ambiente agradável, reduz gastos com energia e contribui para um consumo mais consciente.


FIQUE BEM INFORMADO: 📲

Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe:



× SCTODODIA Rádios