Dos seis municípios catarinenses que registraram casos da chamada gripe K, uma variante do vírus Influenza A, quatro estão localizados na região da Amurel. Ao todo, 17 casos são monitorados em Santa Catarina, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Apesar do avanço nas notificações, não há registro de aumento na gravidade da doença, conforme explicou o superintendente de Vigilância em Saúde, Dr. Fábio Gaudenzi, em entrevista ao jornalista Matheus Machado da Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM – Grupo SCTODODIA de Comunicação.
A gripe K foi identificada pela primeira vez no Brasil no final de 2025 e, desde então, passou a ser acompanhada pelas autoridades de saúde. Os municípios com casos confirmados são: Florianópolis (com 11 casos), Tubarão (2), Braço do Norte (1), Palhoça (1), São José (1) e São Ludgero (1).
Casos aumentam, mas sem maior gravidade
De acordo com Dr. Fábio Gaudenzi, os dados científicos disponíveis até o momento indicam um crescimento no número de casos, tanto leves quanto graves, mas sem evidências de que a variante K cause quadros mais severos do que outras cepas já conhecidas do vírus influenza.
“O vírus é conhecido, sabemos como ocorre a transmissão, as formas de prevenção e há tratamento disponível, como o uso do oseltamivir para pessoas com fatores de risco”, destacou o superintendente durante a entrevista. Segundo ele, o principal ponto de atenção é o maior volume de pessoas gripadas, o que pode gerar pressão sobre os serviços de saúde, especialmente internações hospitalares e em UTI.
Vacina de 2025 teve baixa eficácia contra a variante
Outro ponto abordado foi a eficácia da vacinação. Conforme explicou Gaudenzi, a vacina aplicada em 2025 não apresentou grande proteção contra a gripe K, justamente por se tratar de uma variante nova à época. Já o imunizante previsto para 2026 tende a ser mais eficiente, por incluir cepas atualizadas.
O superintendente reforçou que a vacina contra a influenza não impede totalmente a infecção, mas é fundamental para reduzir casos graves e mortes. “É comum a pessoa vacinada ainda ter gripe, porém com sintomas mais leves do que teria sem a imunização”, explicou.
Queda na vacinação preocupa autoridades
A Secretaria de Estado da Saúde também demonstra preocupação com a redução na procura pela vacina contra a gripe nos últimos anos. Segundo Gaudenzi, há uma correlação direta entre baixa cobertura vacinal e o aumento de casos graves, internações e óbitos por influenza em Santa Catarina.
“Estamos vacinando cada vez menos, e isso resulta em mais adoecimento e mortes. É fundamental resgatar coberturas vacinais altas, especialmente entre os grupos prioritários”, alertou.
Campanha pode ser antecipada
Diante do aumento de notificações registrado entre novembro e dezembro do ano passado, o Estado solicitou ao Ministério da Saúde a possibilidade de antecipar a campanha de vacinação. No entanto, questões logísticas dificultam a liberação das doses antes de março ou abril, período em que tradicionalmente as vacinas começam a ser distribuídas.
Mesmo assim, o apelo das autoridades é para que, assim que a campanha for iniciada, idosos, crianças e demais grupos prioritários procurem rapidamente as unidades de saúde, já que a vacina leva de duas a três semanas para atingir sua proteção máxima.
A orientação é clara: a vacinação segue sendo a principal ferramenta para reduzir os impactos da influenza em Santa Catarina, inclusive diante de novas variantes como a gripe K.
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