Baly afirma que energético “Tadala” é regular e não contém medicamentos

Posicionamento da empresa ocorre após manifestação do Conselho Federal de Farmácia, que alertou para cuidados na associação entre bebidas e referências a fármacos

Leticia Matos

Publicado em: 2 de fevereiro de 2026

5 min.
Baly afirma que energético “Tadala” é regular e não contém medicamentos. - Reprodução/Baly Brasil

Baly afirma que energético “Tadala” é regular e não contém medicamentos. - Reprodução/Baly Brasil

A Baly Brasil afirmou que o energético “Baly Tadala” é um produto regular, enquadrado na legislação sanitária brasileira e sem qualquer medicamento em sua composição. O esclarecimento foi feito após manifestação do Conselho Federal de Farmácia (CFF), que demonstrou preocupação com campanhas publicitárias que utilizam referências indiretas a fármacos, especialmente em contextos festivos como o Carnaval.

O produto foi lançado em edição limitada para o Carnaval de Salvador e ganhou repercussão nas redes sociais pelo nome e pela proposta criativa. Diante da discussão, a empresa ressaltou que atua com responsabilidade técnica e segue todas as exigências regulatórias aplicáveis às bebidas energéticas comercializadas no país.

Esclarecimentos da Baly Brasil

Em nota oficial, a Baly informou que o “Baly Tadala” não contém qualquer fármaco e que sua fórmula utiliza apenas ingredientes permitidos por lei, como extratos naturais de guaraná e catuaba, dentro dos limites estabelecidos pelos órgãos reguladores. A empresa também destacou que o produto está devidamente rotulado como bebida energética, sem induzir o consumidor a confusão quanto à sua natureza.

A companhia explicou ainda que o termo “Tadala” é usado popularmente no Brasil como sinônimo de energia e vigor, sendo empregado em diferentes contextos culturais e comerciais, sem referência direta a medicamentos. Segundo a Baly, essa foi a base conceitual adotada para a campanha.

Posição do Conselho Federal de Farmácia

Apesar de reconhecer que o produto não contém substâncias medicamentosas, o Conselho Federal de Farmácia alertou para o impacto simbólico desse tipo de comunicação. Para a entidade, associar, ainda que de forma indireta, nomes ou ideias ligadas a medicamentos a bebidas recreativas pode contribuir para a banalização do uso de fármacos.

O CFF reforçou que medicamentos de prescrição exigem avaliação clínica e acompanhamento profissional, pois podem apresentar riscos, especialmente quando utilizados sem orientação ou associados ao consumo de álcool. O alerta ganha relevância em ambientes como o Carnaval, marcados por consumo excessivo de bebidas alcoólicas, exposição prolongada ao calor e maior desgaste físico.

Debate sobre responsabilidade e comunicação

O episódio reacende a discussão sobre os limites da criatividade publicitária e a necessidade de equilíbrio entre inovação e responsabilidade social. De um lado, a indústria destaca o cumprimento rigoroso das normas sanitárias; de outro, entidades da área da saúde defendem cautela para evitar mensagens que possam gerar interpretações equivocadas junto ao público.

Tanto a Baly quanto o Conselho Federal de Farmácia afirmaram apoiar o debate responsável, com foco na informação clara ao consumidor e na promoção de hábitos seguros. O consenso é que a comunicação desempenha papel fundamental na proteção da saúde pública, especialmente em períodos de grande exposição e consumo.


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