Novo alvo move a criminalidade: as canetas de medicamentos para emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro, tornaram-se objeto de uma onda de assaltos que já causou prejuízos milionários ao varejo farmacêutico. Dados inéditos da Abrafarma (Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias) mostram que, apenas em 2025, foram registrados 3.838 roubos — uma média de 11 por dia —, com 58.898 unidades furtadas.
O prejuízo financeiro chegou a R$ 68,97 milhões, valor próximo ao lucro líquido reportado por uma das maiores redes do país no último trimestre. A capital paulista concentrou 64% dos casos, com outros 21% distribuídos entre cidades como Campinas, Guarulhos, Osasco e Santos.
Preocupada com a dimensão do problema, a Abrafarma se reuniu nesaa segunda-feira (02) com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, para debater medidas de combate a essa nova modalidade delituosa. O encontro contou também com representantes do Conselho Regional de Farmácia, do Instituto para Desenvolvimento do Varejo e de grandes redes farmacêuticas.
As canetas emagrecedoras, utilizadas no tratamento de diabetes e obesidade, têm valor unitário elevado e são amplamente procuradas, o que as transformou em alvo de quadrilhas especializadas. Para as farmácias, além da perda financeira direta, os roubos repetidos aumentam custos com seguros, segurança privada e geram clima de insegurança entre funcionários e clientes.
A reunião com a Secretaria de Segurança Pública marca o primeiro passo para a criação de um plano de ação conjunto, que pode incluir desde o monitoramento específico desses produtos até operações policiais direcionadas. Enquanto isso, as redes farmacêuticas reforçam protocolos internos, na tentativa de frear uma epidemia de crimes que transformou remédios em objeto de desejo — e de violência.
📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe