Intoxicação alimentar em atletas reacende alerta sobre riscos e prevenção

O episódio reacendeu o debate sobre os riscos desse tipo de problema de saúde, os sintomas mais comuns e, principalmente, as formas de prevenção

Eduardo Fogaça

Publicado em: 3 de fevereiro de 2026

5 min.
Intoxicação alimentar em atletas reacende alerta sobre riscos e prevenção. Foto: Divulgação

Intoxicação alimentar em atletas reacende alerta sobre riscos e prevenção. Foto: Divulgação

Uma situação que chamou a atenção do esporte nacional nos últimos dias foi a intoxicação alimentar — ou possível gastroenterite — que acometeu alguns jogadores do Corinthians antes da disputa da Supercopa Rei. O episódio reacendeu o debate sobre os riscos desse tipo de problema de saúde, os sintomas mais comuns e, principalmente, as formas de prevenção.

Para esclarecer as diferenças entre intoxicação alimentar, gastroenterite e virose, o cirurgião do aparelho digestivo do Complexo Médico Pro-Vida, doutor Jaime César Gelosa Souza, explicou que, embora os sintomas possam ser semelhantes, as causas são distintas.

Segundo o especialista, a intoxicação alimentar ocorre logo após a ingestão de um alimento contaminado por toxinas já formadas, geralmente produzidas por bactérias ou outros patógenos. Nesses casos, os sintomas costumam surgir rapidamente e, em geral, atingem várias pessoas que consumiram o mesmo alimento.

Já a gastroenterite é uma infecção do trato gastrointestinal causada por vírus, bactérias ou parasitas. Diferentemente da intoxicação alimentar, ela pode demorar mais para se manifestar e, muitas vezes, acometer apenas uma pessoa da residência ou do convívio próximo.

“A gastroenterite pode ter evolução mais lenta, e os casos nem sempre são coletivos. Além disso, como pode ter origem viral, bacteriana ou parasitária, as manifestações clínicas variam”, explicou o médico.

Sintomas semelhantes exigem atenção

Apesar das diferenças na origem, os sintomas das duas condições costumam se sobrepor. Diarreia, dor abdominal, náusea e vômitos estão entre os sinais mais frequentes. O médico destaca que a virose está dentro do espectro da gastroenterite, mas pode apresentar manifestações atípicas.

“Alguns vírus causam apenas diarreia, enquanto outros podem provocar sintomas semelhantes aos de um resfriado. Por isso, o quadro clínico pode variar bastante”, afirmou.

Prevenção começa com cuidados básicos

De acordo com o especialista, a prevenção dessas doenças passa por medidas simples do dia a dia, principalmente relacionadas à higiene e ao cuidado com os alimentos.

Entre as principais orientações estão:

  • Lavar bem as mãos antes das refeições e do preparo dos alimentos;
  • Consumir alimentos de procedência conhecida;
  • Evitar locais onde o manuseio da comida não seja feito de forma adequada;
  • Armazenar corretamente os alimentos, especialmente no verão.

“O calor favorece a proliferação de bactérias e outros patógenos, aumentando o risco de contaminação”, alertou o médico.

Quando procurar atendimento médico

Outro ponto fundamental é saber identificar quando o quadro deixa de ser leve e passa a exigir avaliação médica. O doutor Jaime destaca que sintomas persistentes ou intensos podem levar à desidratação, agravando o estado de saúde do paciente.

“Sempre que houver dor abdominal, diarreia, náusea ou vômito, é importante buscar atendimento médico. A desidratação pode criar um ciclo difícil de ser interrompido e levar a outras complicações”, explicou.

Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos, especialmente quando há infecção bacteriana. No entanto, a automedicação não é recomendada.

A orientação dos especialistas é clara: diante de sintomas prolongados ou agravamento do quadro, a avaliação profissional é essencial para o diagnóstico correto e o tratamento adequado.


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