Um caso humano de esporotricose foi confirmado em Cocal do Sul e reacendeu o alerta das autoridades de saúde sobre os riscos da doença, que já vinha sendo monitorada no município em animais. A informação foi detalhada pela secretária de Saúde, Giovana Galato, durante entrevista concedida nesta quinta-feira (05) à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, ao jornalista Dennis Luciano.
Segundo a secretária, o município acompanha há cerca de três meses registros de esporotricose em animais, especialmente gatos, no bairro Boa Vista. Ao todo, foram 17 casos suspeitos, com 11 confirmações, todos em tratamento. O caso humano ocorreu após o contato direto de um tutor com um animal infectado, por meio de mordedura, o que resultou em lesão no braço do paciente.
O que é a esporotricose
A esporotricose é uma doença causada por fungos presentes no solo, principalmente em locais com matéria orgânica em decomposição. Por esse motivo, é conhecida popularmente como “doença do jardineiro”, já que pode ser adquirida durante o manuseio da terra sem proteção adequada.
Em animais, principalmente gatos, a contaminação ocorre com facilidade devido ao hábito de cavar o solo e arranhar troncos e galhos. As lesões costumam surgir no focinho, rosto, orelhas e patas, apresentando-se como feridas ulceradas que não cicatrizam.
Como ocorre a transmissão para humanos
De acordo com Giovana Galato, a transmissão para humanos pode ocorrer de duas formas principais:
- Contato com solo contaminado, especialmente em atividades de jardinagem sem o uso de luvas e roupas de proteção;
- Arranhões ou mordeduras de animais infectados, principalmente gatos.
A secretária destacou que não há transmissão de humano para humano, informação considerada essencial para evitar pânico e desinformação.
Sintomas e tratamento
Nos humanos, a doença geralmente começa com uma pequena lesão na pele, semelhante a uma picada de inseto, que evolui para uma úlcera. O tratamento é feito com antifúngicos e pode se estender por vários meses, assim como ocorre nos animais.
No caso confirmado em Cocal do Sul, o paciente procurou atendimento médico logo após o surgimento da lesão. A médica da unidade de saúde iniciou o tratamento com base no histórico clínico e a confirmação veio após biópsia. O acompanhamento segue com infectologista.
Prevenção é a principal arma
A Secretaria de Saúde reforça algumas orientações simples, mas fundamentais, para prevenir novos casos:
- Usar luvas e roupas de mangas longas ao lidar com terra e jardinagem;
- Evitar contato direto com feridas de animais;
- Manter gatos dentro de casa, evitando que tenham acesso livre à rua;
- Investir na castração de cães e gatos, reduzindo a circulação e o contato entre animais;
- Procurar atendimento veterinário ao identificar lesões suspeitas nos animais.
Situação controlada, mas atenção regional
Apesar da confirmação do caso humano, a secretária avalia que a situação está sob controle no município, sem novos registros suspeitos nas últimas semanas. No entanto, ela defende que o combate à esporotricose precisa ser regionalizado, já que cidades vizinhas compartilham os mesmos riscos.
Giovana Galato informou que o tema será levado à próxima reunião de secretários municipais de Saúde, com o objetivo de fortalecer ações conjuntas de prevenção de zoonoses e ampliar políticas públicas voltadas à causa animal, como programas de castração.
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