A cena se repetia, mas o final foi diferente. Por volta das 5h30, da manhã dessa quinta-feira (05), uma guarnição da Polícia Militar de Itajaí seguiu para o bairro Cordeiros após uma denúncia anônima: dois homens, um de barba grande e outro magro, escondiam-se entre veículos estacionados, possivelmente para comercialização de entorpecentes. Ao chegarem, a descrição se confirmou. O que os policiais militares não esperavam era reencontrar, na mesma esquina, um rosto já conhecido pela justiça.
Ao serem avistados, um dos suspeitos, de 36 anos, saiu em disparada. Durante a fuga, atirou no chão um plástico verde. Alcançado e contido, ele foi algemado. O segundo homem, de 33 anos, permaneceu no local e não reagiu. Nenhum dos dois portava drogas consigo, mas a busca minuciosa no local revelou o conteúdo do plástico descartado: sete porções de substância análoga à cocaína, já fracionadas para venda.
Questionados, as histórias se complementaram em um retrato triste do vício e do crime. O homem mais velho assumiu que comercializava drogas no local desde às 5h30 daquela manhã. O outro confessou que estava ali para comprar. E então veio o dado mais chocante: o comprador usava uma tornozeleira eletrônica. O crime que a justiça tentou coibir com o monitoramento? Tráfico de drogas. O local do crime anterior? Exatamente o mesmo bairro Cordeiros, em outubro de 2025.
A prisão em flagrante do suspeito e a condução do comprador — que agora responderá por descumprimento de medida judicial — à Delegacia de Polícia Civil escancaram um ciclo vicioso: a mesma praça, os mesmos crimes, e a justiça tentando, sem sucesso, quebrar a corrente com um monitor eletrônico que não impediu o retorno ao ponto de partida do delito.
A operação, iniciada por uma ligação anônima poucos minutos antes , terminou com dois homens detidos.
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