Mochilas pesadas preocupam pais e aumentam queixas ortopédicas na volta às aulas

Segundo o médico, a mochila não deve ultrapassar 10% do peso corporal da criança

Eduardo Fogaça

Publicado em: 6 de fevereiro de 2026

5 min.
Mochilas pesadas preocupam pais e aumentam queixas ortopédicas na volta às aulas. Foto: Divulgação

Mochilas pesadas preocupam pais e aumentam queixas ortopédicas na volta às aulas. Foto: Divulgação

A volta às aulas traz, além da rotina escolar, uma preocupação frequente entre pais e responsáveis: o excesso de peso das mochilas. O alerta não é exagerado. O uso inadequado pode provocar danos à saúde das crianças, especialmente à coluna vertebral e ao sistema musculoesquelético, que ainda estão em fase de desenvolvimento.

De acordo com o médico ortopedista e traumatologista pediátrico, Dr. Paulo Guilherme Pizoni Neto, é comum que, neste período do ano, aumentem as queixas em consultórios ortopédicos. Os principais relatos envolvem dores nas costas, nos ombros e no pescoço.

“Como a prevenção é o melhor remédio, buscamos sempre orientar pais e cuidadores quanto aos riscos e às formas de evitar problemas”, explica o especialista.

Peso da mochila exige atenção

Um dos principais cuidados está relacionado ao peso transportado diariamente. Segundo o médico, a mochila não deve ultrapassar 10% do peso corporal da criança.

“Exceder esse limite pode forçar a musculatura, alterar a postura e sobrecarregar a coluna de quem está em fase de crescimento. Isso aumenta o risco de dores, queda no rendimento muscular e pode exigir acompanhamento com médico ortopedista”, ressalta.

Uso incorreto pode agravar problemas

Outro hábito que merece atenção é carregar a mochila em apenas um ombro. Essa prática provoca inclinação do tronco, gera desequilíbrios posturais e eleva o risco de desconfortos e lesões ao longo do tempo.

Como escolher a mochila ideal

A escolha adequada da mochila também faz diferença na prevenção de problemas ortopédicos. Confira as principais recomendações do especialista:

  • Alças largas e acolchoadas, sempre usadas nos dois ombros;
  • Altura ajustável, compatível com o corpo da criança;
  • Tamanho proporcional, bem apoiada nas costas;
  • Evitar mochilas que fiquem pendentes na altura dos glúteos ou na lateral do corpo;
  • Para crianças menores ou que transportam muito peso, mochilas com rodinhas são uma boa alternativa, desde que utilizadas em superfícies adequadas e sem torções excessivas do tronco.

Organização interna também conta

A forma como os materiais são organizados dentro da mochila influencia diretamente no conforto. “Os itens mais pesados devem ficar próximos às costas. Organizadores internos ajudam a distribuir melhor o peso”, orienta o médico.

Papel dos pais e da escola

O cuidado com a saúde da coluna das crianças deve ser compartilhado entre família e escola. Revisar diariamente o conteúdo da mochila, evitar objetos desnecessários e orientar sobre a forma correta de carregar são atitudes simples, mas eficazes.

“Professores também podem colaborar planejando o uso de livros e materiais. Pequenas mudanças na rotina ajudam a proteger a coluna em uma fase crucial do desenvolvimento, promovendo um retorno às aulas mais saudável e sem dor”, conclui Dr. Paulo Guilherme Pizoni Neto.


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