O desempenho físico vai muito além da força muscular ou da técnica correta. O estado emocional tem impacto direto na forma como o corpo responde ao esforço, influenciando resistência, força, foco e até o risco de lesões.
Isso acontece porque o humor está ligado à liberação de hormônios e neurotransmissores. Em situações positivas, o cérebro produz dopamina e endorfina, substâncias que aumentam o limiar da dor e permitem sustentar o esforço por mais tempo. Já o estresse crônico eleva o cortisol, hormônio que dificulta o ganho de massa muscular, favorece o acúmulo de gordura e acelera a fadiga.
Outro fator decisivo é a percepção subjetiva de esforço. Estudos mostram que pessoas com diálogo interno positivo sentem menos cansaço e conseguem recrutar mais fibras musculares durante o exercício. Por outro lado, irritação, ansiedade ou tristeza fazem o cérebro “frear” o corpo antes do limite físico real.
Apesar de algumas pessoas usarem a raiva como combustível, especialistas alertam que o efeito é limitado. A adrenalina pode aumentar a força momentânea, mas prejudica a técnica, o foco e eleva o risco de lesões. O melhor rendimento ocorre em estado de equilíbrio emocional, conhecido como flow, quando foco e controle são máximos.
Para minimizar o impacto de um dia ruim no treino, estratégias simples ajudam: ouvir música estimulante, começar com aquecimento leve, fazer respiração consciente por alguns minutos ou treinar acompanhado. Respeitar o descanso mental também é fundamental, já que a fadiga emocional compromete resultados físicos.
Cuidar da mente, portanto, não é apenas uma questão de bem-estar. É uma forma direta de otimizar o desempenho do corpo e manter evolução constante no treino.
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