Santa Catarina segue em estado de atenção diante do avanço das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde mostram que, somente neste ano, já foram identificados 5.702 focos do vetor em 218 municípios catarinenses, acendendo o alerta para a população e para os órgãos de vigilância.
O levantamento faz parte do segundo informe epidemiológico do ano e reúne informações coletadas entre 4 de janeiro e o último dia 2. Dos 295 municípios do estado, 185 são considerados infestados pelo mosquito, o que evidencia a ampla circulação do vetor em Santa Catarina.
Casos de dengue sob monitoramento
Além do número elevado de focos, o informe aponta 5.476 notificações de dengue no período analisado. Desse total, 2.097 casos foram classificados como prováveis. Três óbitos seguem em investigação pelas autoridades de saúde.
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), o aumento das chuvas e das temperaturas nesta época do ano cria condições ideais para a proliferação do mosquito, o que exige atenção redobrada da população e dos gestores públicos.
Chikungunya registra aumento expressivo
O boletim também chama atenção para os casos de chikungunya em Santa Catarina. Foram registradas 78 notificações, com 43 casos considerados prováveis. Em comparação com o mesmo período de 2025, quando houve 20 casos prováveis, o crescimento chega a 290%. Até o momento, não há registro de óbitos pela doença no estado.
A chikungunya também é transmitida pelo Aedes aegypti e pode causar febre alta, dores intensas nas articulações, dores musculares, cansaço extremo, dor de cabeça e manchas avermelhadas na pele. Em situações mais graves, a doença pode levar à internação, principalmente entre idosos e pessoas com comorbidades.
Prevenção depende da participação da população
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que o enfrentamento às arboviroses depende diretamente do engajamento coletivo. A eliminação de criadouros é considerada a principal estratégia para reduzir a circulação do mosquito.
Entre as orientações repassadas à população estão:
- Evitar o acúmulo de água da chuva em pneus, garrafas, latas, copos e outros recipientes;
- Não manter materiais descartáveis sem uso em pátios e terrenos baldios;
- Tratar piscinas com cloro ou esvaziá-las quando não estiverem em uso;
- Manter lagos e tanques limpos ou com peixes que se alimentam de larvas;
- Lavar semanalmente com escova e sabão os recipientes de água e comida de animais;
- Colocar areia nos pratinhos de plantas e retirar água acumulada em folhas;
- Manter lixeiras sempre tampadas e pneus armazenados em local seco e coberto.
As autoridades de saúde destacam que ações simples, realizadas de forma contínua, são decisivas para evitar surtos de dengue e chikungunya em Santa Catarina.
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