Esquiador dos EUA critica cenário político e vira alvo de Trump nas Olimpíadas

Declarações de atletas reacendem debate sobre política, imigração e esporte nos Jogos de Inverno

Redação

Publicado em: 9 de fevereiro de 2026

6 min.

Esquiador dos EUA critica cenário político e vira alvo de Trump nas Olimpíadas Foto: Michael Reaves

Um desabafo feito por um atleta da equipe dos Estados Unidos durante as Olimpíadas de Inverno provocou repercussão internacional e acirrou o debate sobre a relação entre esporte e política. O esquiador americano Hunter Hess afirmou que considera “um pouco difícil” representar o país diante do atual cenário político, declaração que foi duramente criticada pelo presidente Donald Trump no último domingo, nas redes sociais.

As falas ocorreram durante uma entrevista coletiva com atletas da delegação norte-americana. Ao comentar o significado de competir sob a bandeira dos Estados Unidos, Hess destacou que nem todas as ações do governo refletem aquilo em que acredita.

Segundo o atleta, sua motivação ao competir está ligada às pessoas próximas e aos valores que considera positivos no país. Ele ressaltou que carregar a bandeira não significa concordar com tudo o que acontece no cenário político nacional.

Reação política e críticas públicas

As declarações rapidamente ganharam repercussão e chegaram ao presidente Donald Trump, que reagiu de forma contundente em sua rede social Truth Social. O chefe do Executivo chamou Hunter Hess de “perdedor” e afirmou que é difícil torcer por um atleta que, segundo ele, não demonstra orgulho em representar o país.

Além de Trump, outros nomes ligados ao campo conservador também criticaram a postura do esquiador. O influenciador digital e boxeador Jake Paul escreveu que Hess deveria “calar a boca” ou deixar os Estados Unidos caso não quisesse representar o país.

Outros atletas demonstram desconforto

Hunter Hess não foi o único atleta a expor sentimentos conflitantes. O esquiador freestyle Chris Lillis, também da equipe dos Estados Unidos, afirmou estar “com o coração partido” com o momento vivido pelo país. Segundo ele, os atletas tentam representar uma América baseada no respeito aos direitos e na valorização das pessoas.

Lillis declarou esperar que o público veja nos competidores uma imagem diferente da polarização política que marca o cenário interno norte-americano.

Protestos e tensão nos Jogos de Inverno

O episódio ocorre em meio a um ambiente de tensão política nos Jogos. Nas últimas semanas, protestos chamaram atenção para a presença de agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) e da Patrulha de Fronteiras em eventos ligados às Olimpíadas de Inverno, especialmente na Itália.

Esses agentes têm sido alvo de críticas por operações consideradas agressivas contra imigrantes, determinadas pelo governo Trump desde seu retorno à Casa Branca, há cerca de um ano. No mês passado, a morte de dois cidadãos norte-americanos durante uma operação em Minneapolis intensificou a crise entre autoridades federais e governos locais, gerando manifestações populares.

Esporte e política em choque

O caso reforça um debate recorrente nos Jogos Olímpicos: até que ponto atletas podem ou devem se posicionar politicamente. Embora o Comitê Olímpico Internacional pregue neutralidade, manifestações individuais continuam surgindo, especialmente em contextos de forte polarização social e política.

A polêmica envolvendo Hunter Hess evidencia como as Olimpíadas de Inverno seguem sendo palco não apenas de disputas esportivas, mas também de conflitos simbólicos que refletem o cenário global.


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