Documento digital não é aceito: identidade física segue obrigatória no Mercosul

Polícia Científica de Santa Catarina alerta que falta da CIN em papel pode impedir embarque e entrada em países vizinhos

Redação

Publicado em: 14 de fevereiro de 2026

5 min.
Documento digital não é aceito identidade física segue obrigatória no Mercosul. - Foto: Divulgação/PCSC

Documento digital não é aceito identidade física segue obrigatória no Mercosul. - Foto: Divulgação/PCSC

A Polícia Científica de Santa Catarina fez um alerta importante aos brasileiros que pretendem viajar para países do Mercosul neste feriadão de Carnaval. Apesar da modernização dos documentos e da ampliação do uso da Carteira de Identidade Nacional (CIN) em formato digital, a versão eletrônica não substitui o documento físico em viagens ao exterior.

O órgão esclarece que, para ingressar em países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia, o viajante brasileiro pode dispensar o passaporte, mas precisa apresentar obrigatoriamente a carteira de identidade física, válida e em bom estado de conservação. A versão exclusivamente digital não é aceita pelas autoridades migratórias desses países.

Segundo o diretor de Identificação Civil e Criminal da Polícia Científica de Santa Catarina, Álvaro Augusto Mesquita Hamel, há um equívoco comum entre os viajantes. “Muitas pessoas acreditam que o documento digital é suficiente para qualquer situação, mas, em viagens internacionais, a identidade física continua sendo indispensável. A ausência do documento pode resultar em impedimento de embarque ou até na recusa de entrada no país de destino”, explica.

Atenção ao estado do documento

Além da obrigatoriedade do documento físico, outro ponto de atenção é o estado de conservação e o tempo de emissão da identidade. As autoridades migratórias costumam exigir que o documento tenha sido emitido há menos de 10 anos e esteja em boas condições, sem rasuras, danos ou fotografia que dificulte a identificação do titular.

Carteiras de identidade antigas, mesmo ainda aceitas no território brasileiro, podem ser recusadas no exterior caso apresentem sinais de desgaste ou imagens muito desatualizadas. Por isso, a recomendação é optar pela Carteira de Identidade Nacional (CIN) física, que possui padrão unificado, mais segurança e maior reconhecimento internacional.

Risco de transtornos e prejuízos

A Polícia Científica alerta que a falta do documento físico pode gerar transtornos significativos ao viajante. Em viagens aéreas, o impedimento pode ocorrer ainda no Brasil, no momento do embarque. Já em deslocamentos terrestres, há risco de recusa de entrada no país de destino, o que pode resultar em prejuízos financeiros e frustração durante o período de férias.

Embora a CIN digital seja válida para diversas situações dentro do território nacional, ela não substitui o documento físico em viagens internacionais. A orientação é que quem pretende viajar ao exterior verifique com antecedência a situação da sua identidade e, se necessário, solicite a emissão da nova via física.


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