Correspondência entregue em Joinville revela esquema nacional de comercialização de moeda falsa

Operação Sombra apurou que trama criminosa era articulada com uso de dados de terceiros e chaves Pix para encobrir rastros

Maiquel Machado

Publicado em: 11 de fevereiro de 2026

3 min.
Esquema com moeda falsa, dados de terceiros e uso de Pix é desarticulado em Joinville. - Foto: Divulgação/PF

Esquema com moeda falsa, dados de terceiros e uso de Pix é desarticulado em Joinville. - Foto: Divulgação/PF

Complexa estrutura criminosa, que transformava dados pessoais de vítimas em escudos para a comercialização de dinheiro falso, é alvo da Operação Sombra, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (11).

A investigação começou após um flagrante em Joinville, onde um homem recebeu pelos Correios uma encomenda repleta de cédulas falsas. O que parecia um caso isolado revelou, sob a lupa da inteligência policial, uma teia nacional de falsificação e ocultação de dinheiro falso.

O principal investigado utilizava contas bancárias e linhas telefônicas em nome de terceiros — inclusive familiares — para pulverizar valores e dificultar o rastreamento da origem criminosa do dinheiro. As transações eram mascaradas por chaves Pix e credenciais digitais registradas em nome de laranjas, uma estratégia calculada para manter o verdadeiro autor na sombra.

Mas o esquema começou a ruir quando a PF cruzou informações de boletins de ocorrência registrados em outros Estados por estelionato. As vítimas, que sequer sabiam, tinham seus dados usados para abrir contas e movimentar recursos do crime. As mesmas chaves Pix e contas bancárias apareciam repetidamente em diferentes ocorrências, conectando os pontos de um quebra-cabeça nacional.

Nesta ação policial, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça: um em Alagoas e outro no Paraná. Os alvos são considerados peças-chave para aprofundar as investigações e identificar outros integrantes da organização criminosa.

A Operação Sombra expõe uma nova fronteira do crime financeiro: a fusão entre a falsificação de dinheiro em papel e a falsificação de identidades digitais. Enquanto cédulas falsas circulavam em envelopes lacrados, chaves Pix legítimas — mas roubadas — esquentavam o dinheiro do crime. No fim, a sombra que os criminosos tentaram criar para se esconder acabou se tornando a luz que guiou a Polícia Federal até eles.


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