Anestesista se distraí com celular e causa morte de criança na Argentina

O processo foi movido pelos pais da criança

Eduardo Fogaça

Publicado em: 11 de fevereiro de 2026

4 min.
Anestesista se distraí com celular e causa morte de criança na Argentina. Foto; Divulgação/Pexels

Anestesista se distraí com celular e causa morte de criança na Argentina. Foto; Divulgação/Pexels

A Justiça da província de Río Negro, na Argentina, condenou um anestesista a três anos de prisão pela morte de um menino de quatro anos durante uma cirurgia realizada em julho de 2024. A sentença foi divulgada pela emissora TN, afiliada da CNN no país.

Mauricio Javier Atencio Krause também foi proibido de exercer a profissão por sete anos e seis meses. Além disso, deverá cumprir regras de conduta por três anos, como comparecimento mensal ao tribunal e proibição de cometer novos crimes.

O processo foi movido pelos pais da criança.

O que aconteceu

Valentín Mercado Toledo morreu após sofrer falta de oxigenação no cérebro durante um procedimento cirúrgico considerado de rotina. A cirurgia, para correção de hérnia diafragmática, foi realizada em 11 de julho de 2024, na cidade de General Roca.

Segundo o julgamento, o anestesista se distraiu utilizando o celular no momento em que deveria monitorar os sinais vitais do paciente.

Laudos apresentados no processo apontam que a criança ficou ao menos dez minutos sem que a pressão arterial ou a oxigenação fossem medidas, sem que o profissional percebesse a falha. Durante o procedimento, Krause ainda teria saído da sala de cirurgia para procurar um carregador para o aparelho.

A ausência de monitoramento adequado teria causado a falta de oxigênio no cérebro da criança, resultando em morte cerebral.

Diagnóstico confirmado dias depois

De acordo com relato da mãe do menino, após a cirurgia, Valentín passou por uma semana de tratamento marcada por diagnósticos considerados confusos. Médicos confirmaram que o dano cerebral era irreversível sete dias depois do procedimento.

O caso gerou forte comoção e levou os pais a ingressarem com ação judicial contra o anestesista.

Defesa pediu pena mínima

Durante o processo, a defesa solicitou a aplicação da pena mínima prevista para o crime de homicídio culposo — quando não há intenção de matar — e pediu que a inabilitação profissional fosse restrita à área de medicina pediátrica.

A Justiça, no entanto, decidiu pela condenação a três anos de prisão e pela suspensão mais ampla do exercício profissional.

A decisão reforça a responsabilização de profissionais de saúde por falhas consideradas graves no exercício da função, especialmente em situações que envolvem pacientes em estado de vulnerabilidade.


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