O Centro de Florianópolis pode estar diante de uma nova transformação urbana. Um projeto de retrofit em discussão entre comerciantes, proprietários de imóveis e poder público pretende reposicionar a rua Felipe Schmidt e a rua Trajano como áreas estratégicas de convivência, comércio e cultura até 2027, ano em que o calçadão completa 50 anos.
A proposta surge após um estudo técnico que analisou fluxo de pessoas, perfil do público e dinâmica comercial da região. A iniciativa busca enfrentar um desafio claro: apesar da intensa circulação diária, o tempo de permanência no local ainda é reduzido.
Movimento intenso, pouco tempo de permanência
Levantamento recente aponta que cerca de 412 mil pessoas circulam por mês na Felipe Schmidt. O público é diverso, incluindo estudantes, servidores públicos, moradores, turistas e consumidores de bairros com menor oferta comercial. Mulheres e integrantes das classes B e C aparecem com participação expressiva.
Mesmo com esse volume, a maior parte das visitas é rápida, concentrada em horários de intervalo. O novo planejamento urbano pretende inverter essa lógica, estimulando permanência, consumo e uso qualificado do espaço público.
Entre os eixos discutidos estão:
- Reorganização do mix de lojas e serviços;
- Ampliação da oferta gastronômica;
- Estímulo à moradia e hospedagem na região central;
- Melhorias em mobilidade e acessibilidade;
- Reforço na manutenção, segurança e limpeza;
- Valorização da memória histórica do Centro.
A estratégia não se limita a intervenções físicas, mas propõe uma reconfiguração da experiência urbana.
Modelo inspirado em centros planejados
Uma das ideias debatidas é adotar um padrão mínimo de organização semelhante ao de centros comerciais estruturados, consolidando o conceito de “shopping a céu aberto”.
Entre as ações avaliadas estão:
- Padronização da comunicação visual;
- Melhor iluminação noturna;
- Vitrines mais atrativas;
- Ampliação do horário de funcionamento, inclusive aos fins de semana;
- Promoção de eventos frequentes;
- Instalação de áreas de sombreamento e qualificação das marquises;
- Incentivo ao uso do espaço para lazer e convivência.
A área inicial do projeto compreende as duas últimas quadras da Felipe Schmidt até a Praça XV de Novembro e trechos da rua Trajano no entorno do cruzamento com a via principal.
Gestão compartilhada como diferencial
O modelo em discussão prevê gestão coletiva, com participação ativa de comerciantes, proprietários e poder público. A ideia é estruturar uma espécie de condomínio urbano, com metas comuns e regras definidas para fortalecer a competitividade do Centro.
A Prefeitura acompanha o debate dentro do conjunto de iniciativas voltadas à revitalização do Centro Histórico, com foco na caminhabilidade e na ocupação qualificada dos espaços públicos.
Um marco simbólico para 2027
O calendário é estratégico. Em 2027, o calçadão da Felipe Schmidt completa meio século de existência. A expectativa é que a data represente não apenas uma comemoração histórica, mas a consolidação de uma nova fase para o Centro de Florianópolis.
Mais do que obras pontuais, o projeto pretende redefinir a lógica de uso da área central, integrando comércio, moradia, lazer e cultura em um dos espaços mais emblemáticos da capital catarinense.
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