Os serviços de segurança privada eram oferecidos em redes sociais e aplicativos de mensagens, com a promessa de proteção profissional para eventos de médio porte na região de Campo Alegre. Ostentavam carteiras funcionais plastificadas e uniformes. Mas nada era verdadeiro. A Operação Sem CNV, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (12), expôs um esquema clandestino de segurança privada que atuava sem qualquer habilitação profissional na Serra catarinense.
As investigações, conduzidas por trabalho contínuo de inteligência da PF, revelaram que os suspeitos prestavam serviços de vigilância patrimonial sem possuir Carteira Nacional de Vigilante (CNV) — documento obrigatório e intransferível para o exercício legal da profissão. Para ludibriar contratantes e dar aparência de legitimidade ao negócio, o grupo utilizava carteiras funcionais falsificadas e documentos adulterados.
A clandestinidade, porém, não se limitava à papelada. As análises da PF também apontaram indícios de posse ilegal de arma de fogo por parte dos investigados — um agravante que eleva o risco da atividade paralela e insere o grupo no espectro dos crimes contra a segurança pública.
Nesta manhã, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no município de Campo Alegre, expedidos pela Justiça Federal. O objetivo é coletar novos elementos de prova, aprofundar o rastreamento das atividades e identificar outros possíveis participantes do esquema.
Os investigados poderão responder por falsificação de documento público, exercício irregular da atividade de segurança privada e posse ilegal de arma de fogo — penas que, somadas, podem ultrapassar uma década de reclusão.
A Operação Sem CNV joga luz sobre uma prática silenciosa, mas perigosa: a terceirização da segurança para pessoas sem treinamento, sem fiscalização e, muitas vezes, armadas ilegalmente.
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