Lixo acumulado preocupa moradores no São Francisco

Descarte irregular na cabeceira de ponte mobiliza vereador e expõe risco ambiental no Rio Araranguá

José Demathé

Publicado em: 12 de fevereiro de 2026

5 min.

Lixo acumulado preocupa moradores no São Francisco Foto: Manuela Oliveira

O acúmulo de lixo na cabeceira de uma ponte na Rua Oswaldo Gomes, no bairro São Francisco, em Criciúma, tem gerado preocupação entre moradores e autoridades. O problema foi constatado nesta semana durante visita do vereador Antônio Córdova de Oliveira, o Toninho da Figueira, que alertou para os riscos ambientais e à saúde pública causados pelo descarte irregular.

Segundo o parlamentar, além do impacto visual e do mau cheiro, o material jogado às margens do rio pode provocar entupimentos, contribuir para alagamentos e agravar a poluição do Rio Araranguá, especialmente em períodos de chuva intensa.

Entulho e móveis descartados às margens do rio

No local, é possível identificar diversos tipos de resíduos, como sacolas de lixo, peças de guarda-roupa, pia de banheiro, pneus, garrafas e até carrinho de bebê. Parte do material fica presa na base da ponte, aumentando o risco de obstrução do fluxo da água.

Com a chegada do verão e o registro de chuvas mais fortes, a preocupação aumenta. O acúmulo de resíduos pode provocar transbordamentos e atingir residências próximas, além de comprometer a qualidade da água.

“O lixo acaba enganchando na margem do rio ou na cabeceira da ponte e traz transtorno para outras famílias”, destacou o vereador durante a visita.

Município tem coleta regular, mas problema persiste

De acordo com o vereador, a coleta de lixo ocorre três vezes por semana na comunidade. Mesmo assim, moradores ainda descartam resíduos de forma irregular, jogando sacos e objetos diretamente no rio ou em vias públicas.

Ele reforça que a população pode solicitar recolhimento adequado por meio do telefone 156, canal oficial da prefeitura para abertura de protocolos. O registro formal fortalece a atuação do poder público e facilita o encaminhamento da demanda aos órgãos responsáveis.

“É importante ligar, abrir protocolo e descartar o lixo na frente da própria casa, no local correto. Assim, conseguimos cobrar providências junto à prefeitura e à empresa responsável pela coleta”, afirmou.

Risco ambiental e à saúde pública

O descarte irregular não afeta apenas a paisagem urbana. A poluição do Rio Araranguá pode trazer consequências ambientais e sanitárias, como proliferação de insetos, contaminação da água e aumento do risco de doenças.

Além disso, o entulho acumulado pode servir de foco para animais peçonhentos e contribuir para enchentes em períodos chuvosos, prejudicando moradores da região.

A orientação das autoridades é para que a população denuncie casos de descarte irregular e registre as ocorrências junto aos canais oficiais do município. A colaboração da comunidade é apontada como fundamental para evitar novos episódios.

A situação segue sendo acompanhada, e a expectativa é de que medidas de conscientização e fiscalização sejam intensificadas no bairro.


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