Hospital Infantil de Florianópolis realiza sua 1ª hemodiálise da história

Menino de 13 anos é o primeiro paciente a realizar o procedimento na unidade, que passa a oferecer hemodiálise pediátrica após duas décadas de tratativas

Vitor Wolff

Publicado em: 12 de fevereiro de 2026

3 min.
Hospital Infantil de Florianópolis realiza sua 1ª hemodiálise da história - Foto: Divulgação/GOV SC/ Secom

Hospital Infantil de Florianópolis realiza sua 1ª hemodiálise da história - Foto: Divulgação/GOV SC/ Secom

O Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), em Florianópolis, realizou pela primeira vez em sua história um procedimento de hemodiálise pediátrica. O paciente é Joaquim Schmidt Mascarenhas, de 13 anos, morador de Rio do Sul, que enfrenta uma doença renal desde a infância.

Internado na unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Joaquim se tornou o primeiro a receber o tratamento dentro da própria instituição, evitando a transferência para Joinville, como ocorria até então.

Marco para a saúde pública

Até agora, crianças que necessitavam de hemodiálise eram encaminhadas ao Hospital Jeser Amarante Faria. O HIJG oferecia apenas a diálise peritoneal, considerada a primeira opção para pacientes pediátricos. No entanto, em casos mais graves, a hemodiálise é indispensável.

Após duas décadas de tratativas, o hospital passou a disponibilizar o procedimento com duas máquinas e equipe capacitada para atendimento à beira do leito na UTI, reduzindo riscos em situações críticas.

Evolução rápida no tratamento

Joaquim nasceu com má formação renal e vive com apenas um rim. Após piora no quadro clínico no fim de 2025 e sem resposta adequada à diálise peritoneal, a hemodiálise se tornou necessária.

Segundo a equipe médica, já nas primeiras sessões — com duração média de três horas — houve melhora significativa, com redução do inchaço, avanço nos exames e diminuição de medicamentos.

Próximos passos

A direção do hospital estuda a viabilidade de implantar um centro de hemodiálise pediátrica para atender também pacientes crônicos. Em 2024, sete crianças da unidade precisaram do procedimento.

Enquanto o hospital projeta a ampliação do serviço, Joaquim segue focado na recuperação — e no sonho de se tornar jogador de futebol.


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