Corpo do cão Orelha é exumado em Florianópolis

Nova perícia solicitada pelo Ministério Público deve esclarecer circunstâncias da morte do animal na Praia Brava

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 12 de fevereiro de 2026

4 min.
Exumação do cão Orelha, em Florianópolis, pode trazer novos detalhes sobre a morte; laudo deve sair em até 10 dias

Exumação do cão Orelha, em Florianópolis, pode trazer novos detalhes sobre a morte; laudo deve sair em até 10 dias. - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O corpo do cão comunitário Orelha foi exumado em Florianópolis para a realização de uma nova perícia que pode esclarecer as circunstâncias da morte do animal. A medida foi solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e será conduzida pela Polícia Científica do Estado.

Orelha morreu no dia 5 de janeiro, após ter sido agredido na Praia Brava um dia antes. O caso ganhou grande repercussão em Santa Catarina e mobilizou manifestações em defesa dos animais em diferentes regiões do país.

De acordo com informações apuradas, o novo laudo pericial pode ser concluído em cerca de 10 dias ou mais, mas não há prazo oficial definido para a divulgação do resultado. O processo tramita sob sigilo, o que pode impactar o tempo necessário para a finalização da análise técnica.

Ministério Público pede aprofundamento das investigações

Na segunda-feira (9), a 2ª Promotoria de Justiça solicitou novas diligências no caso, incluindo a exumação do corpo do animal. O objetivo é aprofundar a apuração e esclarecer pontos que ainda geram dúvidas.

Além da perícia complementar, o Ministério Público também requisitou novos depoimentos. A Promotoria destacou a necessidade de investigar se houve algum tipo de coação durante o andamento do processo.

Até o momento, não há ação penal proposta. Um adolescente foi indiciado por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos. Como há envolvimento indireto de menores em procedimentos relacionados ao caso, a investigação segue em sigilo.

Caso gerou comoção em Santa Catarina

Orelha era conhecido como cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis. Após ser agredido no dia 4 de janeiro, foi socorrido e encaminhado a atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.

O episódio gerou forte mobilização nas redes sociais e atos públicos em defesa dos direitos dos animais.

Outros cães da região também foram mencionados durante as investigações. Entre eles estão Caramelo e Caramela, que foram adotados após supostas agressões, além de Pretinha, que não apresentava relatos de violência, mas morreu recentemente em decorrência de complicações de saúde.

Com a nova perícia, o Ministério Público busca reunir elementos técnicos que contribuam para o esclarecimento definitivo do caso e para o avanço das medidas legais cabíveis.


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