Patrimônio imobiliário da família de Toffoli cresce no DF

A movimentação mais recente ocorreu em fevereiro deste ano, quando Pietra Ortega Toffoli, filha do ministro, adquiriu um apartamento de 154 metros²

Eduardo Fogaça

Publicado em: 13 de fevereiro de 2026

5 min.
Patrimônio imobiliário da família de Toffoli cresce no DF. Foto: Divulgação/Redes Sociais

Patrimônio imobiliário da família de Toffoli cresce no DF. Foto: Divulgação/Redes Sociais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e integrantes de sua família ampliaram, nos últimos anos, o patrimônio imobiliário no Distrito Federal. Reportagem publicada pelo site Metrópoles aponta a aquisição de apartamentos, casas e salas comerciais em áreas valorizadas de Brasília, com valores que, somados, chegam a cerca de R$ 26,5 milhões em valor de mercado.

A movimentação mais recente ocorreu em fevereiro deste ano, quando Pietra Ortega Toffoli, filha do ministro, adquiriu um apartamento de 154 metros quadrados no Setor Noroeste, bairro com o metro quadrado mais caro do DF. O imóvel foi registrado por R$ 2,5 milhões. A escritura não menciona alienação fiduciária, o que indica pagamento à vista.

Transações com valores abaixo do mercado

Parte das negociações chamou atenção pela diferença entre o valor registrado em escritura e as estimativas de mercado.

Em abril de 2024, Toffoli comprou um apartamento de 47 metros quadrados no Noroeste. Segundo corretores consultados na reportagem, o imóvel é avaliado em cerca de R$ 600 mil, mas a escritura aponta valor de R$ 183 mil.

O documento ainda prevê usufruto vitalício a uma mulher identificada como empregada doméstica.

Situação semelhante ocorreu em 2022, quando o ministro adquiriu uma quitinete no Lago Norte por R$ 79,5 mil. À época, o valor de mercado estimado variava entre R$ 240 mil e R$ 250 mil. Também nesse caso o usufruto foi destinado a outra mulher descrita como empregada doméstica.

Imóveis em nome da filha e do escritório

A família também possui uma casa de 451 metros quadrados no Lago Norte. O imóvel foi comprado em 2006 por R$ 700 mil e transferido à filha do magistrado em 2023 por R$ 2,3 milhões. Corretores ouvidos estimam valor mínimo de R$ 4,2 milhões.

Entre 2022 e 2025, Toffoli, a filha e a então esposa, a advogada Roberta Rangel, adquiriram quatro imóveis avaliados em R$ 4,9 milhões.

Somados, os bens vinculados ao ministro, à filha, à ex-mulher e ao escritório Rangel Advogados alcançam aproximadamente R$ 26,5 milhões em valor de mercado. Apenas os imóveis ligados ao escritório somam cerca de R$ 12 milhões.

O escritório adquiriu, em 2009, um terreno de 1.875 metros quadrados no Lago Norte por R$ 1 milhão. Atualmente, a área é avaliada em pelo menos R$ 7 milhões. Também foram compradas salas comerciais próximas aos tribunais superiores, hoje estimadas em R$ 4,4 milhões.

Crescimento do volume de causas

De acordo com a reportagem, o volume de causas de Roberta Rangel no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) cresceu 140% após a nomeação de Toffoli ao Supremo.

Até recentemente, segundo o Metrópoles, o ministro mencionava apenas o subsídio do STF como fonte de renda. Nesta quinta-feira (12), ele confirmou sociedade na empresa Maridt Participações S.A., ao lado de dois irmãos. A companhia detinha 17% do Tayayá Resort, no interior do Paraná.

A confirmação ocorreu após a repercussão de mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que mencionariam pagamentos ao magistrado. Toffoli nega irregularidades e afirma que todos os valores têm origem lícita e constam nas declarações oficiais.

Em nota, o ministro declarou que todas as receitas e bens estão devidamente informados à Receita Federal.


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