Rádio mantém força em 2026 com instantaneidade e confiança

Segundo Ronaldo Sant'Anna, três pilares sustentam a relevância do rádio em 2026: instantaneidade, confiança e sensorialidade

Eduardo Fogaça

Publicado em: 13 de fevereiro de 2026

6 min.
Rádio mantém força em 2026 com instantaneidade e confiança. Foto: Divulgação

Rádio mantém força em 2026 com instantaneidade e confiança. Foto: Divulgação

No Dia Mundial do Rádio, celebrado nesta data, o professor de Comunicação Ronaldo Sant’Anna analisou por que o meio continua forte mesmo diante do avanço das tecnologias digitais. Segundo ele, três pilares sustentam a relevância do rádio em 2026: instantaneidade, confiança e sensorialidade.

A avaliação foi feita durante participação na Rádio Cidade, onde Sant’Anna destacou que o rádio mantém características únicas que o diferenciam de outras mídias, inclusive da televisão e das plataformas digitais.

Instantaneidade mantém o rádio à frente

De acordo com o professor, a principal força do rádio continua sendo a rapidez na transmissão da informação. Em situações de emergência ou acontecimentos de última hora, o rádio costuma chegar primeiro ao público.

“A instantaneidade hoje substitui perfeitamente a TV”, afirmou. Ele citou exemplos de coberturas ao vivo realizadas diretamente do local dos fatos, com transmissão imediata por meio do celular, sem necessidade de edição prévia.

Sant’Anna ressaltou que, enquanto a televisão depende de deslocamento de equipe, gravação e edição, o rádio consegue informar em tempo real, ampliando seu alcance por meio das transmissões online.

Confiança construída ao longo de décadas

Outro fator apontado como determinante para a permanência do rádio é a credibilidade. Para o professor, o público recorre ao rádio em momentos de dúvida ou incerteza justamente pela confiança construída historicamente.

Ele lembrou que previsões sobre o “fim do rádio” surgiram com a chegada da televisão e, posteriormente, da internet. No entanto, o meio se adaptou em todas as fases.

“O rádio se reinventa”, destacou.

Sensorialidade cria conexão com o ouvinte

Além da velocidade e da confiança, Sant’Anna destacou um terceiro elemento: a sensorialidade. Segundo ele, o rádio estimula a imaginação do ouvinte, que cria mentalmente as imagens a partir do que escuta.

Essa característica fortalece o vínculo emocional com o público e reforça o papel do rádio como companhia constante no dia a dia.

“O rádio é um companheiro. A pessoa está trabalhando, dirigindo ou arrumando a casa e continua ouvindo”, explicou.

Evolução histórica e adaptação tecnológica

O professor também relembrou a trajetória do rádio no Brasil, iniciada em 18 de setembro de 1922, com Roquette-Pinto. Desde então, o meio passou por transformações importantes.

Entre os marcos destacados estão:

  • Consolidação como principal mídia na década de 1940;
  • Perda de espaço com a chegada da televisão;
  • Reinvenção com o avanço do FM, que trouxe melhor qualidade de áudio;
  • Ampliação no ambiente digital, com transmissões online e automatizadas.

Segundo Sant’Anna, atualmente qualquer pessoa pode estruturar uma programação digital, o que amplia ainda mais as possibilidades do meio.

Crescimento mesmo em ambiente competitivo

Para o professor, o rádio não apenas resistiu, como também voltou a crescer. Ele citou como exemplo a expansão de grupos de comunicação que ampliaram suas redes de emissoras nos últimos anos.

A capacidade de unir rapidez, baixo custo operacional e proximidade com o público mantém o rádio competitivo frente às novas tecnologias.

Vida longa ao rádio

Encerrando a participação, Sant’Anna afirmou que o sucesso do meio está diretamente ligado à qualidade do jornalismo produzido.

Ele defendeu que, independentemente da plataforma, a excelência na informação é o que garante audiência e credibilidade.

“O jornalismo bem feito é o que sustenta qualquer mídia”, concluiu.


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