O Carnaval é marcado por festas, encontros e muita proximidade entre as pessoas. Em meio à diversão, é comum que os cuidados com a saúde fiquem em segundo plano. No entanto, especialistas alertam que o beijo — prática frequente nesse período — também pode ser uma via de transmissão de doenças.
Durante a folia, fatores como noites mal dormidas, consumo de álcool, alimentação irregular, baixa ingestão de água e contato com múltiplos parceiros contribuem para a queda da imunidade e o aumento do risco de infecções.
Por que o beijo pode transmitir doenças?
Mesmo sem feridas visíveis, o beijo pode facilitar a entrada de microrganismos. Pequenas lesões na boca, aftas ou gengivas inflamadas já são suficientes para permitir a transmissão de vírus e bactérias.
Entre as principais doenças associadas ao contato bucal estão:
- Herpes labial: altamente contagiosa, pode ser transmitida mesmo quando não há bolhas aparentes.
- Mononucleose: conhecida como “doença do beijo”, provoca febre, dor de garganta e cansaço prolongado.
- Sífilis: pode ser transmitida quando há lesões na boca, muitas vezes indolores e difíceis de identificar.
- HPV oral: associado a infecções na garganta e, em alguns casos, ao desenvolvimento de câncer na região.
No caso do HPV, a transmissão ocorre principalmente por meio do sexo oral, mas o beijo também pode representar risco.
Aumento de casos respiratórios após o Carnaval
Além das infecções sexualmente transmissíveis, o período carnavalesco também registra crescimento nos casos de gripe, influenza e COVID-19. O contato próximo em ambientes cheios facilita a circulação de vírus respiratórios.
Após as festas, é comum a procura por atendimento médico devido a sintomas como:
- Febre
- Dor de garganta
- Tosse
- Lesões na boca
- Cansaço intenso
Prevenção faz diferença
O clínico geral e médico da família Dr. Kleber da Rosa destaca que o beijo não deve ser encarado como algo totalmente inofensivo.
“O beijo pode, sim, ser uma porta de entrada para infecções. No Carnaval, quando há maior exposição e múltiplos parceiros, o risco aumenta. Informação e prevenção são fundamentais para que a diversão não termine em preocupação”, afirma.
Para reduzir os riscos, especialistas recomendam:
- Evitar beijar pessoas com feridas aparentes na boca;
- Manter boa hidratação;
- Dormir adequadamente;
- Procurar atendimento médico ao perceber sintomas;
- Utilizar preservativo nas relações sexuais, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde.
Informação que protege além da festa
O Carnaval dura poucos dias, mas os impactos na saúde podem se estender por semanas. A orientação é clara: aproveitar a folia com responsabilidade, atenção aos sinais do corpo e medidas simples de prevenção.
Curtir com consciência é a melhor forma de garantir que a lembrança da festa seja apenas a diversão — e não um problema de saúde.
FIQUE BEM INFORMADO:
📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe.