Carnaval exige atenção: beijo também transmite doenças

Especialistas alertam para riscos de infecções durante a folia e reforçam importância da prevenção

Redação

Publicado em: 16 de fevereiro de 2026

5 min.
Carnaval exige atenção beijo também transmite doenças. - Imagem gerada por I.A.

Carnaval exige atenção beijo também transmite doenças. - Imagem gerada por I.A.

O Carnaval é marcado por festas, encontros e muita proximidade entre as pessoas. Em meio à diversão, é comum que os cuidados com a saúde fiquem em segundo plano. No entanto, especialistas alertam que o beijo — prática frequente nesse período — também pode ser uma via de transmissão de doenças.

Durante a folia, fatores como noites mal dormidas, consumo de álcool, alimentação irregular, baixa ingestão de água e contato com múltiplos parceiros contribuem para a queda da imunidade e o aumento do risco de infecções.

Por que o beijo pode transmitir doenças?

Mesmo sem feridas visíveis, o beijo pode facilitar a entrada de microrganismos. Pequenas lesões na boca, aftas ou gengivas inflamadas já são suficientes para permitir a transmissão de vírus e bactérias.

Entre as principais doenças associadas ao contato bucal estão:

  • Herpes labial: altamente contagiosa, pode ser transmitida mesmo quando não há bolhas aparentes.
  • Mononucleose: conhecida como “doença do beijo”, provoca febre, dor de garganta e cansaço prolongado.
  • Sífilis: pode ser transmitida quando há lesões na boca, muitas vezes indolores e difíceis de identificar.
  • HPV oral: associado a infecções na garganta e, em alguns casos, ao desenvolvimento de câncer na região.

No caso do HPV, a transmissão ocorre principalmente por meio do sexo oral, mas o beijo também pode representar risco.

Aumento de casos respiratórios após o Carnaval

Além das infecções sexualmente transmissíveis, o período carnavalesco também registra crescimento nos casos de gripe, influenza e COVID-19. O contato próximo em ambientes cheios facilita a circulação de vírus respiratórios.

Após as festas, é comum a procura por atendimento médico devido a sintomas como:

  • Febre
  • Dor de garganta
  • Tosse
  • Lesões na boca
  • Cansaço intenso

Prevenção faz diferença

O clínico geral e médico da família Dr. Kleber da Rosa destaca que o beijo não deve ser encarado como algo totalmente inofensivo.

“O beijo pode, sim, ser uma porta de entrada para infecções. No Carnaval, quando há maior exposição e múltiplos parceiros, o risco aumenta. Informação e prevenção são fundamentais para que a diversão não termine em preocupação”, afirma.

Para reduzir os riscos, especialistas recomendam:

  • Evitar beijar pessoas com feridas aparentes na boca;
  • Manter boa hidratação;
  • Dormir adequadamente;
  • Procurar atendimento médico ao perceber sintomas;
  • Utilizar preservativo nas relações sexuais, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde.

Informação que protege além da festa

O Carnaval dura poucos dias, mas os impactos na saúde podem se estender por semanas. A orientação é clara: aproveitar a folia com responsabilidade, atenção aos sinais do corpo e medidas simples de prevenção.

Curtir com consciência é a melhor forma de garantir que a lembrança da festa seja apenas a diversão — e não um problema de saúde.


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