A capoeira, reconhecida como patrimônio cultural imaterial da humanidade pela UNESCO e considerada o único esporte genuinamente brasileiro, foi tema de entrevista nesta terça-feira (17), na Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação. O jornalista Marcus Matildes conversou com o mestre Jackson Tomelin e a professora Andrise Paris sobre a história, os benefícios e os projetos desenvolvidos na região de Criciúma.
Durante a entrevista, os convidados explicaram que a capoeira nasceu no Brasil, no período da escravidão, como forma de resistência e defesa dos povos africanos escravizados. Ao longo dos anos, a prática evoluiu e passou a reunir elementos de luta, dança, música e manifestação cultural.
Segundo o mestre Jackson, a capoeira foi oficialmente liberada como prática esportiva na década de 1930 e se consolidou como modalidade reconhecida nacional e internacionalmente. “É uma luta e também uma dança. É uma manifestação cultural brasileira que hoje está presente em diversos países”, destacou.
De resistência histórica a ferramenta pedagógica
Além do aspecto cultural, os entrevistados ressaltaram o papel da capoeira como instrumento educacional. Atualmente, o trabalho desenvolvido por eles atende aproximadamente 500 alunos na região, principalmente em escolas particulares de Criciúma, Içara, Cocal do Sul e Urussanga.
A prática é oferecida como atividade extracurricular e também por meio de projeto gratuito na Fundação Cultural de Criciúma (FCC), no Centro Cultural Jorge Zanatta. A iniciativa integra o Programa de Incentivo à Cultura (PIC) e busca ampliar o acesso à modalidade, especialmente para estudantes da rede pública.
De acordo com os professores, a capoeira contribui para o desenvolvimento físico, cognitivo e social das crianças.
Entre os principais benefícios apontados estão:
- Melhora da coordenação motora;
- Desenvolvimento do raciocínio lógico e reflexo;
- Estímulo à disciplina e concentração;
- Incentivo à socialização e ao respeito;
- Promoção da atividade física em todas as idades.
Os entrevistados também reforçaram que a prática é aberta a pessoas de todas as faixas etárias, desde crianças pequenas até idosos, respeitando os limites individuais de cada participante.
Influência cultural e reconhecimento internacional
Durante a conversa, o mestre Jackson relatou experiências vividas na Europa, onde morou e acompanhou a expansão da capoeira em países como França e Inglaterra. Segundo ele, a modalidade é amplamente reconhecida como símbolo da cultura brasileira no exterior.
A entrevista também abordou a influência histórica da capoeira em outros segmentos culturais do país, incluindo o futebol, tema que o mestre pesquisa e pretende aprofundar em novos estudos.
Como participar
Os interessados em conhecer o trabalho podem buscar informações nas redes sociais do grupo Capoeira Filhos de Aruanda e do projeto Seleção Sul Catarinense de Capoeira, responsável pelo atendimento gratuito na Fundação Cultural.
As aulas também são realizadas em parceria com instituições de ensino da região, que permitem a participação de alunos da comunidade em determinadas turmas.
A entrevista completa foi concedida ao jornalista Marcus Matildes, na programação da Rádio Cidade em Dia, reforçando a importância da valorização da cultura brasileira e das iniciativas que promovem educação e inclusão por meio do esporte.
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