Pelo menos cinco cidades de Santa Catarina, entre elas Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, decretaram situação de emergência em fevereiro devido à crise provocada pela queda no preço da cebola. O município detalhou a medida na sexta-feira (13). No Vale do Itajaí, Ituporanga, Atalanta, Chapadão do Lageado e Imbuia também formalizaram decretos nas últimas semanas.
A decisão ocorre diante da forte desvalorização do produto, que tem comprometido a renda de agricultores em regiões onde a economia depende diretamente do cultivo da hortaliça.
Baixa nos preços gera prejuízo aos produtores
Segundo os municípios, os valores pagos atualmente pela cebola não cobrem os custos de produção. Um estudo anexado ao decreto de Ituporanga aponta que o custo médio para produzir um quilo da hortaliça é de R$ 1,33 — valor que não está sendo pago ao produtor.
A medida busca:
- Facilitar o acesso a linhas de crédito;
- Permitir a renegociação de dívidas;
- Ampliar programas de apoio ao agricultor;
- Revisar prazos administrativos;
- Adotar ações administrativas excepcionais para reduzir os impactos da crise.
O reconhecimento da situação também permite que os municípios formalizem pedidos de apoio técnico e financeiro junto a órgãos estaduais e federais.
SC é líder na produção nacional
Santa Catarina é responsável por cerca de 40% da cebola consumida no Brasil. Desse total:
- Aproximadamente 30% vêm do Alto Vale do Itajaí;
- Cerca de 10% são produzidos especificamente em Ituporanga.
Reconhecida nacionalmente como polo produtor, Ituporanga foi uma das primeiras cidades a decretar emergência, no dia 9 de fevereiro. O decreto tem validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado conforme a evolução do cenário econômico.
Impacto regional
A crise atinge diretamente pequenos e médios produtores, que dependem da comercialização da cebola para manter a atividade agrícola. A expectativa das administrações municipais é que, com a formalização da emergência, haja maior agilidade na concessão de crédito e no apoio institucional ao setor.
O cenário reforça a importância da cadeia produtiva da cebola para a economia catarinense e os desafios enfrentados pelo agronegócio diante das oscilações de mercado.
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