O exército da Rússia enfrenta um apagão de comunicações em diferentes frentes de batalha na Ucrânia após a Starlink, empresa de internet via satélite do bilionário Elon Musk, bloquear o sinal utilizado por tropas de Vladimir Putin. A medida teria sido adotada depois de um pedido direto do presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, e já dura vários dias.
Segundo o governo da Ucrânia, militares russos estariam utilizando a rede de forma clandestina para coordenar ataques e operar drones no território ucraniano. O bloqueio do serviço teria causado impacto imediato nas operações de Moscou.
Impacto nas operações russas
Com a interrupção da internet via satélite, unidades russas no front enfrentaram dificuldades de comunicação, o que comprometeu a coordenação de ações e o lançamento de drones.
De acordo com autoridades ucranianas, a desarticulação temporária das forças russas abriu espaço para avanços estratégicos do exército de Kiev, especialmente na região sul do país.
Avanço territorial em Zaporíjia
Análises de mapas de guerra indicam progressos significativos das tropas ucranianas na região de Zaporíjia. Especialistas avaliam que este pode ser o maior ganho territorial da Ucrânia desde a contraofensiva iniciada em meados de 2023.
Em Paris, a jornalista Sonia Blota destacou que o uso de satélites privados se tornou um fator decisivo no conflito. A tecnologia garante comunicação segura e em tempo real para as forças ucranianas, alterando a dinâmica do campo de batalha e ampliando a dependência de infraestrutura privada em cenários de guerra.
Bombardeios continuam
Apesar da instabilidade nas comunicações, a Rússia mantém uma ofensiva intensa contra a infraestrutura civil ucraniana. Mísseis voltaram a atingir o sistema de energia do país.
Autoridades de Kiev afirmam que a estratégia russa busca explorar o rigor do inverno europeu como instrumento de pressão, ao afetar o abastecimento elétrico e aquecimento da população.
Negociações diplomáticas em Genebra
A escalada militar ocorre paralelamente a um movimento diplomático inédito em Genebra, na Suíça. Pela primeira vez desde o início do conflito, delegações da Rússia, da Ucrânia e dos Estados Unidos se reúnem para tentar construir uma solução negociada.
As conversas, previstas para se estenderem até esta quarta-feira (18), acontecem às vésperas de o conflito completar quatro anos. Embora a presença das três potências na mesma mesa seja considerada um avanço diplomático, os ataques registrados poucas horas antes do encontro evidenciam que o impasse militar permanece.
O desfecho das negociações ainda é incerto, mas o episódio envolvendo a Starlink reforça o papel estratégico da tecnologia privada em guerras contemporâneas e amplia o debate sobre segurança digital e soberania em cenários de conflito armado.
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