O cenário geopolítico entre Irã e Estados Unidos atingiu um novo pico de tensão neste sábado (21). Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, adotou um tom de resistência, afirmando que o país não se renderá às pressões das potências mundiais para modificar seu programa nuclear.
“As potências mundiais estão se alinhando para nos forçar a curvar a cabeça… mas nós não vamos, apesar de todos os problemas que estão criando para nós”, declarou Pezeshkian.
O Impasse Nuclear
O governo iraniano sustenta que suas pesquisas com urânio têm finalidades estritamente pacíficas. No entanto, a Casa Branca — sob a gestão de Donald Trump — acusa Teerã de buscar o desenvolvimento de armas atômicas e exige:
- Encerramento ou limite rigoroso do enriquecimento de urânio;
- Restrição no alcance de mísseis balísticos;
- Fim do apoio a grupos armados no Oriente Médio.
Por outro lado, o Irã exige a suspensão imediata das sanções econômicas que asfixiam o país em troca de uma redução gradual no nível de enriquecimento de urânio.
Ameaças de Ataque Militar
A retórica diplomática deu lugar a ameaças diretas de uso da força. Na última quinta-feira (19), Donald Trump afirmou que “coisas muito ruins” acontecerão com o Irã caso um acordo não seja selado. Na sexta-feira (20), o presidente norte-americano confirmou que está cogitando ataques militares pontuais contra alvos iranianos.
Essa escalada ocorre logo após duas rodadas de conversas (em Omã e Genebra) que, embora tenham apresentado pequenos avanços segundo os EUA, não foram suficientes para afastar o espectro de um conflito armado.
Cronologia da Crise em 2026
- Janeiro: Tensões aumentam após críticas de Trump à repressão de protestos internos no Irã.
- Fevereiro (Início): Rodada de negociações em Omã.
- 17 de Fevereiro: Reunião em Genebra termina com avanços tímidos.
- 21 de Fevereiro: Irã reafirma que não cederá a imposições externas.