Irã endurece discurso e afirma que não cederá a pressões dos EUA em acordo nuclear

Presidente Masoud Pezeshkian declarou que país "não vai curvar a cabeça"; Donald Trump responde com ameaças de ataques militares pontuais

Redação

Publicado em: 21 de fevereiro de 2026

3 min.

Irã endurece discurso e afirma que não cederá a pressões dos EUA em acordo nuclear Foto: IRIB/via Reuters TV/Divulgação via REUTERS

O cenário geopolítico entre Irã e Estados Unidos atingiu um novo pico de tensão neste sábado (21). Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, adotou um tom de resistência, afirmando que o país não se renderá às pressões das potências mundiais para modificar seu programa nuclear.

“As potências mundiais estão se alinhando para nos forçar a curvar a cabeça… mas nós não vamos, apesar de todos os problemas que estão criando para nós”, declarou Pezeshkian.

O Impasse Nuclear

O governo iraniano sustenta que suas pesquisas com urânio têm finalidades estritamente pacíficas. No entanto, a Casa Branca — sob a gestão de Donald Trump — acusa Teerã de buscar o desenvolvimento de armas atômicas e exige:

  • Encerramento ou limite rigoroso do enriquecimento de urânio;
  • Restrição no alcance de mísseis balísticos;
  • Fim do apoio a grupos armados no Oriente Médio.

Por outro lado, o Irã exige a suspensão imediata das sanções econômicas que asfixiam o país em troca de uma redução gradual no nível de enriquecimento de urânio.

Ameaças de Ataque Militar

A retórica diplomática deu lugar a ameaças diretas de uso da força. Na última quinta-feira (19), Donald Trump afirmou que “coisas muito ruins” acontecerão com o Irã caso um acordo não seja selado. Na sexta-feira (20), o presidente norte-americano confirmou que está cogitando ataques militares pontuais contra alvos iranianos.

Essa escalada ocorre logo após duas rodadas de conversas (em Omã e Genebra) que, embora tenham apresentado pequenos avanços segundo os EUA, não foram suficientes para afastar o espectro de um conflito armado.

Cronologia da Crise em 2026

  • Janeiro: Tensões aumentam após críticas de Trump à repressão de protestos internos no Irã.
  • Fevereiro (Início): Rodada de negociações em Omã.
  • 17 de Fevereiro: Reunião em Genebra termina com avanços tímidos.
  • 21 de Fevereiro: Irã reafirma que não cederá a imposições externas.


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