A denúncia envolvendo contratos terceirizados dos Correios ganhou novos desdobramentos após o empresário Adriano Ramos, CEO da Goiás Business Consultoria, afirmar que a estatal teria retido pagamentos como forma de pressão para a contratação de pessoas indicadas por integrantes da alta gestão. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) e é apurado também pela Polícia Federal (PF).
Segundo o empresário, a mudança no tratamento comercial ocorreu após a posse de Fabiano da Silva dos Santos na presidência dos Correios. Ele afirma que, até 2022, a relação contratual era estável, mas que, a partir de 2023, repasses passaram a ser travados.
O que diz a denúncia
De acordo com relato enviado ao MPF, a retenção de pagamentos não teria ocorrido por falta de recursos financeiros, mas como estratégia de pressão. A defesa da empresa classifica a situação como “coação indireta”, alegando que valores essenciais para o funcionamento da terceirizada teriam sido bloqueados.
Ainda segundo a denúncia:
- Haveria pedidos para contratação de indicados ligados à direção da estatal;
- A promessa seria de que os pagamentos seriam destravados após as contratações;
- Mensagens por aplicativo registrariam solicitações de contratação em diferentes estados;
- Algumas indicações teriam sido feitas para localidades onde a empresa não possuía contrato ativo com os Correios.
O empresário também afirma ter sido alvo de multas e entraves burocráticos que, segundo ele, não teriam fundamento contratual.
Relatos de outras empresas
Outras empresas que prestaram serviços aos Correios relataram, sob reserva, situações semelhantes envolvendo retenção de pagamentos e indicações políticas. Os relatos ainda não foram detalhados oficialmente pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Posicionamento dos Correios
Em nota, a direção dos Correios negou qualquer irregularidade na condução dos contratos terceirizados. A estatal afirma que atua dentro dos parâmetros legais e que eventuais questionamentos serão esclarecidos nos órgãos competentes.
O caso segue sob investigação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. Até o momento, não há decisão judicial sobre o tema.
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