Começar 2026 no vermelho é a realidade de muitos brasileiros. Diante de um cenário econômico que exige atenção redobrada, reorganizar as finanças deixou de ser apenas um desejo e passou a ser uma necessidade. Especialistas apontam que sair das dívidas depende de diagnóstico claro, mudança de hábitos e planejamento consistente.
Em entrevista à Rádio Cidade Tubarão, o economista Alex Bristot explicou quais são os primeiros passos para quem deseja retomar o equilíbrio financeiro e evitar um novo ciclo de endividamento.
1. Faça um diagnóstico completo das dívidas
Antes de qualquer decisão, é fundamental saber exatamente quanto se deve e para quem.
Inclua na lista:
- Valor total da dívida
- Taxa de juros aplicada
- Prazo de pagamento
- Multas e encargos
- Prioridade (juros mais altos devem ser tratados primeiro)
Esse mapeamento evita surpresas e permite visualizar o tamanho do problema com clareza.
2. Corte gastos e suspenda despesas não essenciais
De acordo com Bristot, reorganizar as finanças passa por rever o padrão de consumo.
“Ver o que é possível cortar, o que é possível suspender. Às vezes a pessoa tem mais de um canal por assinatura ou pode suspender temporariamente esse serviço. Evitar comer fora também reduz custos”, orienta o economista.
Entre as medidas práticas estão:
- Suspender serviços temporariamente
- Reduzir gastos com lazer e alimentação fora de casa
- Rever assinaturas e mensalidades
- Priorizar despesas essenciais
Pequenos cortes no dia a dia podem gerar impacto significativo ao longo do mês.
3. Anote tudo e crie um controle mensal
Um dos principais erros de quem enfrenta dificuldades financeiras é não acompanhar para onde o dinheiro está indo.
“É pegar e fazer um controle mensal para identificar onde está indo o seu dinheiro. Hoje você encontra planilhas prontas na internet ou pode fazer uma anotação simples. Não tem muito segredo”, afirma Bristot.
Criar o hábito de registrar receitas e despesas permite:
- Identificar excessos
- Ajustar gastos rapidamente
- Planejar pagamentos
- Evitar novos atrasos
A disciplina no controle financeiro é determinante para manter o equilíbrio no longo prazo.
4. Renegocie dívidas com cautela
Renegociar pode ser uma alternativa eficiente, mas exige atenção às condições oferecidas.
“Renegociar dívidas sempre é uma alternativa. Só que tem que tomar cuidado para não alongar demais e acabar tendo um problema maior”, alerta o economista.
Antes de fechar acordo, é importante:
- Avaliar a taxa de juros da nova proposta
- Verificar o custo total da renegociação
- Confirmar se a parcela cabe no orçamento atual
- Evitar comprometer grande parte da renda mensal
Uma renegociação mal planejada pode agravar o endividamento.
5. Construa uma reserva de emergência
Além de quitar pendências, é essencial criar uma reserva financeira para imprevistos. Sem essa proteção, qualquer gasto inesperado pode levar de volta ao ciclo de dívidas.
A recomendação é guardar gradualmente um valor equivalente a pelo menos três meses das despesas fixas. Mesmo pequenos aportes mensais ajudam a formar essa segurança.
Mudança de postura é decisiva
Sair das dívidas não depende apenas de renda maior, mas de comportamento financeiro. Organização, disciplina e planejamento são as bases para transformar 2026 no ano da virada.
Com informação, controle e decisões conscientes, é possível reorganizar as finanças e construir uma relação mais saudável com o dinheiro.
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