O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Araranguá (SAMAE) realizou na tarde desta terça-feira (24) a primeira coleta da segunda etapa de análise dos lodos aglutinados gerados pelas Estações de Tratamento de Água (ETAs) do município. A iniciativa integra um estudo que busca alternativas para o reaproveitamento do material resultante do processo de decantação.
O objetivo é transformar o resíduo em subproduto, com potencial aplicação em novos produtos ou até mesmo em demandas internas da própria autarquia. A proposta alia responsabilidade ambiental à inovação tecnológica, com foco na redução de impactos e no uso mais eficiente dos recursos.
Parceria com a UFSC fortalece pesquisa
O projeto é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do curso de Engenharia de Energia. Desde o fim de 2025, a equipe conduziu a etapa teórica da pesquisa, baseada em estudos realizados entre 2017 e 2025.
Com a conclusão dessa fase, teve início a etapa prática. A primeira coleta foi feita na ETA II, localizada no bairro Lagoa da Serra, com a participação do professor Luiz Fernando Belchior Ribeiro e da acadêmica Ananda Shanti Saad de Carvalho Cipolat, além de outros envolvidos na execução do estudo técnico.
Sustentabilidade e inovação como foco
De acordo com a engenheira química do SAMAE, Cláudia Destro, o estudo pretende avaliar o potencial técnico e ambiental do material. “Estamos analisando o potencial desse lodo para que ele deixe de ser apenas um resíduo e possa se tornar um insumo aproveitável, sempre com segurança técnica e ambiental”, afirmou.
O diretor-geral do SAMAE, Jairo do Canto Costa, conhecido como Jairinho, destacou que a iniciativa reforça o compromisso da autarquia com práticas sustentáveis. Segundo ele, além de garantir água de qualidade à população, a entidade busca soluções modernas que reduzam impactos ambientais e promovam o uso consciente dos recursos.
Próximos passos do estudo
As próximas etapas incluem análises laboratoriais detalhadas e a avaliação da viabilidade técnica e econômica das possíveis aplicações do lodo tratado. O resultado poderá indicar caminhos para transformar o resíduo em alternativa sustentável dentro do próprio sistema de saneamento.
A iniciativa coloca Araranguá em destaque na busca por soluções inovadoras na gestão de resíduos gerados pelo tratamento de água, com potencial impacto positivo na área ambiental e na eficiência dos serviços públicos.
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